Mais de 6 operários morrem por ano em acidentes de trabalho na construção civil

Nos últimos cinco anos, 38 operários da construção civil morreram em serviço na Bahia, e outras 576 se acidentaram nas obras. O dado foi lembrado durante uma audiência pública realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT), em celebração ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

O evento foi promovido em conjunto com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, o Fórum de Proteção ao Meio Ambiente de Trabalho da Bahia (Furumat) e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e da Madeira do Estado da Bahia (Sintracom-BA). Segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 321 mil pessoas morrem a cada ano como consequência de acidentes no trabalho.

De acordo com o presidente do Sindicato, José Ribeiro, a falta do uso do Equipamento de Proteção Individual (EPIs) contribui para os acidentes de trabalho. “É preciso que as construtoras treinem seus operários para que este conheça a importância de cada peça de proteção. A maioria é oriunda da zona rural e, por este motivo, muitas vezes não tem noção dos perigos a que estão expostos”, ressalta. Caso a empresa não ofereça todo equipamento necessário, o trabalhador pode entrar em contato com o sindicato e registrar a reclamação.

Os equipamentos obrigatórios variam de acordo com a atividade que o trabalhador irá desempenhar, dentre eles o capacete, a bota, a luva, o cinto e óculos de segurança, entre outros, são básicos para quem vai trabalhar na construção civil. Para oferecer  melhoria do meio ambiente do trabalho, segurança e saúde dos trabalhadores, preservando um ambiente ecologicamente equilibrado, o MPT criou o Forumat, que congrega instituições públicas e não-governamentais, atualmente com 25 representantes no Conselho Deliberativo.

Fonte: Tribuna da Bahia


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