Melhoria genética é arma contra perda do rebanho na Bahia por causa da seca

A Exporural exibe o rebanho baiano, em SalvadorA seca vem diminuindo em algumas regiões do estado e para muitos pecuaristas é hora de recuperar os prejuízos. Segundo Anderson Leal, coordenador da Exporual, a melhoria genética é a maneira mais rápida de reverter o quadro de devastação causado pela estiagem. “Estamos expondo os animais que estão na ponta da pirâmide genética; chegam ao ponto de corte em dois anos, quando o normal é até quatro”, explica. Além de ver os animais, os pecuaristas podem aproveitar a 14ª edição da feira para conhecer dois programas do governo do estado que promovem o financiamento da melhoria genética do seu rebanho, o Pró-Genética e o Pró-Berro.

De acordo com Anderson Leal, que é também diretor da Associação Baiana de Criadores de Nelore (ABCN), as perdas com a seca não atingiram apenas os pequenos pecuaristas. “Sabemos de criadores que chegaram a perder 200 cabeças de gado do tipo P.O., ou seja, de pura origem”, informou. Ele acrescenta que com o investimento em melhoria genética, o criador, além de diminuir o ciclo de produção, tem uma diminuição dos custos e pode reduzir a área de criação dos animais.
O Programa de Melhoria da Qualidade Genética do Rebanho Bovino (Pró-Genética) tem como objetivo oferecer touros puros e certificados, usados como reprodutores em rebanhos de baixa qualidade genética, para uniformizá-los e garantir fêmeas mais produtivas e machos com melhor potencial de comercialização. Já o Pró-Berro tem o mesmo objetivo, porém é voltado para rebanhos de caprinos e ovinos, e pretende, até 2016, financiar a aquisição de 10 mil reprodutores geneticamente melhorados.

Até o começo da tarde de ontem, cerca de sete mil pessoas já havia visitado a Exporural no Parque de Exposição de Salvador. O primeiro dos nove leilões da feira, ocorrido no sábado, gerou mais de R$ 250 mil. “São números que apontam para os resultados que foram projetados”, disse Anderson Leal. A expectativa é que os leilões alcancem a soma de R$ 20 milhões e a feira como um todo gere cerca de R$ 40 milhões.

Mas a Exporural não e só negócios, é também uma oportunidade de entretenimento para os soteropolitanos. A auxiliar de administração Ana Crsitina Souza não perde uma edição da feira.  “Na verdade, venho para todas que ocorrem no parque. Gosto de trazer meu sobrinho. É um ambiente onde ele pode ter contato com os animais e ao mesmo tempo se divertir no parque de diversão”, conta.

O eletricista Erivaldo Magalhães levou a família para passear na feira, mas como proprietário de uma roça em Santo Estevão, ele também se interessa pelos animais. “É um excelente programa para o domingo e os animais estão lindos”, comentou.

Perguntado sobre os programas de melhoria genética do rebanho, ele se mostrou cético. “Acho muito bonito aqueles bois gigantes, mas esse negócio de alcançar o ponto de abate em dois anos, para mim não é natural. Vou manter minhas vaquinhas crescendo no tempo natural. Acho que é mais saudável”, concluiu com um sorriso.

Fonte: Tribuna da Bahia


Compartilhe:

Comentários: