Mesmo com greve, agências dos Correios funcionam em Salvador

Empresa diz que todos os serviços operam normalmente.
Sindicato afirma que postagens são feitas, mas há atraso na entrega.

Agência central dos Correios em Salvador, Bahia (Foto: Lílian Marques/ G1)Mesmo com a greve dos funcionários, as agências dos Correios abrem em Salvador. Segundo a empresa, os serviços são oferecidos normalmente. O Sindicato diz que embora o atendimento ao público seja realizado normalmente, as entregas das correspondências ocorrem com atraso.

“A postagem é realizada, mas a chegada da encomenda será demorada. Os atendimentos são prejudicados porque as agências estão abertas, mas nem todos trabalham”, afirma Simone Soares Lopes, presidente do sindicato na Bahia.

Neide Bonfim trabalha com venda de fantasias infantis e diz que utiliza os serviços dos Correios com frequência. “Toda semana envio alguma coisa e não percebi nenhuma mudança por conta da greve nas postagens, mas em casa não recebi nada desde que a greve começou. Minhas postagens estão indo normal, minhas clientes dão feedback pelo Facebook, até fiquei preocupada quando começou a greve. Se as contas não chegarem, vou pagar pela internet, para mim não faz muita difereça porque a maioria das contas estão cadastradas no débito automático”, afirma Neide.

O aposentado Wilson Martins também notou a mudança das correspondências em casa, mas afirma que suas postagens são realizadas com tranquilidade. “Senti diferença no recebimento das faturas, mas pego pela internet. Sobre as postagens, os funcionários informaram que as correspondências são encaminhadas normalmente para os locais que não estão em greve”, observa Wilson.

A categoria deflagrou greve há seis dias em greve. A estimativa do sindicato é de que 80% dos trabalhadores da área operacional tenham parado as atividades na Bahia. Em contrapartida, os Correios afirmam que 82,9% dos funcionários têm comparecido às unidades de trabalho.

“Se apenas 15% dos profissionais tivessem parado não teria porque realizar um mutirão no fim de semana. Eles alegam que não podem pagar hora extra aos funcionários por contensão de despesas, mas durante a greve pagam”, alega Simone.

No último fim de semana, os Correios realizaram um mutirão no qual foram entregues 820.265 mil cartas e encomendas. A empresa afirma que 1.576 trabalhadores participaram da ação no sábado (21) e domingo (22).

Os funcionários dos Correios realizam na manhã desta terça-feira (24) um ato na sede da empresa em Salvador. Com água e sabão, eles lavam o acesso à agência.

Funcionários dos Correios na agência central em Salvador, Bahia (Foto: Lílian Marques/ G1)

Greve
A greve foi anunciada na noite do dia 17 de setembro, em Salvador. A votação reuniu centenas de trabalhadores na Praça da Inglaterra, em frente à agência da empresa pública no bairro do Comércio.

Os servidores pedem aumento real de 15% no salário, reposição da inflação de 7,13%, aumento linear de R$ 200, reposição de 20% das perdas salariais, redução da jornada dos atendentes para 6h e manutenção do plano de saúde. Cerca de seis mil pessoas trabalham nos Correios no estado, informa o sindicato.

O sindicato é representado pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares, que reúne 29 dos 35 sindicatos que representam trabalhadores da empresa.

Proposta
Os Correios informaram por meio de nota que oferece reajuste de 8% nos salários, sendo 6,27% referente à reposição da inflação do período e 1,7% de ganho real. Há ainda aumento de 6,27% nos benefícios e vale-extra no valor de R$ 650,65, que será pago em dezembro.

Sobre o plano de saúde, a empresa afirma que todos direitos atuais dos trabalhadores estão garantidos “manutenção dos atuais beneficiários (inclusive pais do empregado que já estão cadastrados), cobertura de procedimentos, rede credenciada e percentual de compartilhamento. Não haverá nenhum custo adicional, repasse ou mensalidade aos empregados”, diz a nota. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Norte e Bauru (SP), os sindicatos entraram em acordo com a empresa e não há paralisação.

Fonte: G1


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