Ministro da Justiça diz que não pode interferir nas investigações da PF

José Eduardo Cardozo falou na CPI da Petrobras.
Ele comentou as ações da Lava Jato e a Operação Politeia.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, falou na c-p-i da Petrobras sobre as ações da Polícia Federal dentro da Lava Jato e o seu último desdobramento, a Operação Politeia.

Um dia depois da operação Politeia, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteve na CPI da Petrobras na Câmara para falar sobre os trabalhos da Polícia Federal na Operação Lava Jato.  O ministro afirmou que não pretende e nem pode interferir nas investigações.

A operação Politeia, que esteve em quatro endereços do senador Fernando Collor de Mello, teve ordem da justiça para apreender bens de luxo que possam ter sido comprados com dinheiro de supostos crimes investigados pelo Supremo Tribunal Federal. Um dos bens do senador é um Lamborghini, carro de R$ 2,5 milhões registrado em nome de uma empresa que tem Collor e a esposa como sócios. Os investigadores suspeitam que a empresa tenha sido usada para lavar dinheiro.

Outro bem é uma Ferrari de R$ 1 milhão. Os dois carros estão com pagamento do IPVA atrasados. A dívida total passa de R$ 300 mil.

O advogado de Collor, Rogério Marcolini, disse que o Lamborghini, a Ferrari e também o Porsche apreendidos não estão na declaração de renda do senador porque ou estão em nome da empresa ou estão financiados, por leasing, e ainda estão em nome da financiadora.

Além do apartamento do Senado e da Casa da Dinda, a Polícia Federal fez buscas em outros dois endereços de Collor, em Maceió e em São Paulo. Em delação premiada, o auxiliar do doleiro Alberto Yousseff, Rafael Ângulo Lopez, disse que entregou dinheiro para Collor nesses endereços.

O senador Fernando Collor de Mello disse que eventuais débitos de IPVA estão sendo pagos. A defesa dele não comenta a suspeita de pagamento de propina enquanto não tiver acesso aos autos. A defesa de Rafael Ângulo Lopez também não quis comentar. O STF informou que vai dar a investigados acesso aos autos, entre eles o senador Fernando Collor.

O senador Fernando Collor de Mello disse que eventuais débitos de IPVA estão sendo pagos. A defesa dele não comenta a suspeita de pagamento de propina enquanto não tiver acesso aos autos.

A defesa de Rafael Ângulo Lopes também não quis comentar. O STF informou que vai dar acesso aos autos aos investigados, entre eles o senador Fernando Collor.

Fonte: G1 / Bom dia Brasil


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