Ministro diz que surto de chikungunya é ‘provável’, mas teme mais a dengue

‘[Dengue] pode agravar o quadro do paciente muito rapidamente’, diz Chioro.
Ministro considera Rio exemplo no combate à doença: ‘fez o dever de casa’.

Ministro da Saúde, Arthur Chioro, em coletiva nesta sexta-feira (8) (Foto: Lilian Quaino/G1)

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, que um surto de febre chikungunya no país é “muito provável”, mas que teme mais a dengue, devido ao risco de morte causado pela doença.

“As pessoas circulam de forma rápida, não é impossível um surto, é muito provável que tenha. Mas a febre chikungunya não mata, nossa preocupação é com a dengue, que pode agravar o quadro do paciente muito rapidamente”, disse.

Apesar de terem sido registrados casos pontuais da chikungunya em quatro estados, a expansão da doença pode ser rápida, segundo ele. Um dos locais onde foi a febre foi registrada foi em Feira de Santana, na Bahia, local por onde passam muitos viajantes.

Combate à dengue
Segundo o ministro, o Rio de Janeiro mostrou que é possível controlar a dengue. “Aumentaram os casos de forma controlada, mas não aumentou o número de óbitos. O Rio aprendeu muito com a epidemia de 2013, mostrou nos dois anos seguintes que fez o dever de casa”, elogiou.

Em apenas quatro meses, o Ministério da Saúde empenhou R$ 8,1 milhões (60%) dos R$ 13,7 milhões previstos no orçamento da Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) para 2015. O valor representa um crescimento de 37% em comparação com 2014, quando foram executados R$ 5,9 milhões.

“Aumentaram os casos de forma controlada, mas não aumentou o número de óbitos. O Rio aprendeu muito com a epidemia de 2013, mostrou nos dois anos seguintes que fez o dever de casa”, elogiou.

Ressarcimento de planos de saúde
Chioro foi ao Rio para falar sobre medidas para ressarcimento, pelas empresas de planos de saúde, ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está cobrando das operadoras de saúde R$ 173 milhões relativos a procedimentos de alto custo realizados pela rede pública de saúde a pacientes que têm planos de saúde. O valor é relativo aos três primeiros meses de 2014.

Fonte: G1 / Bem Estar


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