Números do BC de junho confirmam que o crédito está enfraquecendo

Em junho, operações de empréstimo e financiamento tiveram alta de 11,8%.
Taxa média de crédito é a maior de toda a série do BC, que iniciou em 2011.

Números do Banco Central de junho confirmaram o que o consumidor já sentiu. O crédito está enfraquecendo.

No mês passado, as operações de empréstimo e financiamento acumularam um crescimento de 11,8% em 12 meses. Nos anos anteriores, nesse mesmo período, o ritmo foi mais forte e o crédito crescia quase a 20% em 2011.

Dinheiro de menos, juros demais. A taxa média do crédito para pessoas físicas está em 43% ao ano. É a maior de toda a série do Banco Central, que começa em 2011.

É caro. Todo mundo sabe. E os 43% são apenas a média de todos os juros cobrados pro consumidor final. Só no cheque especial, por exemplo, os juros passam de 170% ao ano.

Mas, na hora que bate aquele desejo de comprar, vem a dívida. É como se o endividado se sentisse sozinho, em uma sala escura, de onde não consegue enxergar saída. E muitas vezes, por vergonha mesmo, a pessoa nem quer ver. Nesse ponto, os especialistas em finanças são categóricos: tem que encarar o problema. Deixar o medo de lado e fazer conta.

Além disso, tem que pegar o total da dívida e bater na porta do banco.

“Procurar uma outra solução como, por exemplo, procurar um empréstimo pessoal com algumas parcelas. Seguramente os juros vão ser mais baixos que o cartão de crédito e que o cheque especial. Fazer um crédito consignado, que são os juros menores ainda entre 2 e 3% ao mês”, diz Andrew Storfer, diretor de economia da Anefac.

Se o banco não negociar, o cliente ainda pode tentar no concorrente.

“Hoje você tem a portabilidade de crédito. Isso é regulamentado e a instituição financeira tem a obrigação de permitir que isso aconteça”, explica Andrew Storfer.

Fonte: G1 / Jornal da Globo


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