Operários da construção encerram greve

Após 15 dias de greve dos operários da construção civil, a categoria decidiu em assembleia, acabar com a greve. Devido à adesão ter sido alta, houve prejuízo para as construtoras, além de afetar também, segundo informações do Sindicado da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), o cronograma de entrega dos imóveis. Porém, os operários prometeram compensar em 1/3 de produção a mais, para minimizar os efeitos negativos.

O presidente do  Sindicato  dos Trabalhadores na Indústria da Construção  Sintracon-BA, José Ribeiro, ressaltou que 95% dos canteiros de obra na Bahia ficaram parados e, em Salvador, mais de 38 mil operários aderiram ao movimento. Mas, desde ontem que os operários das cidades do interior do Estado, retornaram ao serviço. “Aqui na Capital ficou estabelecido que eles retornem as atividades hoje”, disse Ribeiro.

Eles aprovaram a proposta da mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) de reajuste salarial de 6%, retroativo ao mês de janeiro e mais 2% referente a esse mês de abril, perfazendo um total de 8%. Além disso, os trabalhadores conquistaram um acréscimo de R$ 20 na cesta básica, que passa a valer R$ 127, a partir de 1º de maio.

Também ficou estabelecido um reajuste de mais 1% para a faixa salarial de R$ 1.187,47 até R$ 4.999,99, com um total de 7% a partir desse mês. Para quem ganha a partir de R$ 5 mil, o reajuste será de 6% retroativo a 1º de janeiro. Quanto aos dias parados, serão descontados 1/3, abonados 1/3 e compensados 1/3.

De acordo com informações do presidente do Sintracon, José Ribeiro, a reunião ocorreu no Largo de São Bento, aonde foi decidido o fim da greve. “O MPT mediou às negociações entre a categoria e os empresários. E ficou decidido que os dias que os operários ficaram sem trabalhar, serão divididos em três etapas para agilizar o andamento das obras para não causar mais prejuízo”, disse.

 Os trabalhadores reivindicavam um reajuste de 10% nos salários e em outros itens econômicos como; acréscimo de R$ 40 na cesta básica com validade para todos os trabalhadores; correção do piso salarial do cadastrista da Embasa; contrato de experiência de 30 dias e manutenção do aviso prévio indenizado, que consta da Convenção Coletiva da categoria, mas o patronato quer retirar a entidade patronal, Sinduscon, propõe reajuste de 5,56%, contrato de experiência de 90 dias, banco de horas e aviso prévio trabalhado.

Além do reajuste no salário, o grupo reivindicou o acréscimo de R$ 40 na cesta básica com validade para todos os trabalhadores; correção do piso salarial do cadastrista da Embasa; contrato de experiência de 30 dias e manutenção do aviso prévio indenizado, que consta da Convenção

Fonte: Tribuna da Bahia


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