Operários da construção pesada entram em greve por aumento salarial de 10%

Reuniões com trabalhadores nos canteiros de obras definiriam o posicionamento do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sintepav) e o resultado foi a paralisação da classe. Por toda a cidade, obras foram paralisadas pela manhã, enquanto se decidia os rumos das reivindicações, que são aumento salarial de 10%, mudança do valor da cesta básica de R$ 230 para R$ 300, reajuste das horas extras em 60% de segunda a sexta, 100% aos sábados e 130% aos domingos e feriados, assistência médica para empregados e dependentes, Participação nos Lucros e Resultado (PLR) e diminuição das horas de trabalho semanais, de 44 para 40 horas.

“Estamos aguardando as negociações, mas não foi batido o martelo ainda, então não paralisamos totalmente”, disse o encarregado de obras na Paralela, William Araújo, 38 anos, antes de saber a notícia definitiva sobre a paralisação.

No entanto, há a tendência para que algumas atividades não sejam totalmente interrompidas. “Estão conversando para que pelo menos a contenção não pare”, disse o engenheiro Gabriel, que estava na obra da Paralela. Em nota oficial, o sindicato disse lamentar a situação e responsabilizou os empresários envolvidos nas construções pela situação. “O Sintepav lamenta a posição do Sinicon de não chegar a um acordo, levando os trabalhadores à greve. No momento que vivemos problemas na geração de energia, na mobilidade urbana, da necessidade de ter o estaleiro concluído para iniciar operações, ajudando o desenvolvimento econômico da Bahia, a atitude de setores do empresariado, que pensa no lucro instrumental em detrimento dos interesses dos trabalhadores e da Bahia, é deplorável. A paralisação poderá comprometer o calendário de entrega de importantes obras com prejuízos para a população, cuja responsabilidade é dos empresários”.

Na manhã de hoje, o Sintepav fará outra assembleia geral com os trabalhadores, em frente ao Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré, para definir novos rumos da greve.

 Fonte: Tribuna da Bahia


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