Peso corporal da mulher pode limitar efeito da pílula do dia seguinte

Agência reguladora dos EUA reavalia eficácia da droga; na Europa, rótulo de uma marca virá com o aviso

No Brasil, por enquanto, não haverá mudança

Pílula do dia seguinte é usada quando outro método contraceptivo falhaFoto: Anthony West/CorbisRIO – A FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, afirmou que está reavaliando se o peso corporal da mulher limita os efeitos das pílulas do dia seguinte e se adiciona ou não um aviso no rótulo do contraceptivo de emergência. Segundo a Reuters, a medida ocorre em reação à determinação de reguladores europeus de mudar a embalagem da Norlevo, vendida pelo laboratório francês HRA Pharma.

A FDA está “atualmente revisando a informação científica disponível sobre esta questão e a publicação sobre a qual a alteração da rotulagem Norlevo foi baseada”, afirmou a porta-voz da FDA Erica Jefferson, por e-mail. “A agência vai então determinar qual, se houver, mudança do rótulo dos contraceptivos de emergência”.

Cientistas da HRA descobriram que o efeito da Norlevo começa a perder eficácia em mulheres acima de 75 kg e não torna-se ineficiente em mulheres acima de 80 kg, de acordo com reportagem divulgada pela CNN.

A HRA estava realizando pesquisa sobre outro tema relacionado com a Norlevo quando cientistas perceberam que havia “um claro impacto do peso corporal” na eficácia da droga, afirmou o diretor-executivo do laboratório, Erin Gainer, de acordo com a reportagem. O rótulo da Norlevo será mudado no início de 2014.

O medicamento é similar aos contraceptivos de emergência vendidos nos Estados Unidos sob a marca de nome Plan B One Step e em versões genéricas com outros nomes. A Plan B é vendida pelo laboratório baseado em Israel, Teva Pharmaceutical Industries Ltd, que não respondeu às solicitações de chamadas e e-mails realizadas pela agência Reuters. A HRA também ainda não se manifestou.

Brasil não mudará nada por enquanto

No Brasil, a Gerência Geral de Medicamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), quando questionada, respondeu por nota que “não foi informada oficialmente sobre isso. Caso seja sinalizada a necessidade de reavaliação do medicamento, a agência tomará as providências necessárias para continuar garantindo a eficácia e segurança do medicamento”.

Em junho, a FDA expandiu a disponibilidade das pílulas do dia seguinte, que são ingeridas após a relação sexual para prevenir a gravidez no caso de outro método contraceptivo falhar. As pílulas estão disponíveis nos Estados Unidos para todas as mulheres como um produto sem restrições de idade ou venda.

No Brasil, a legislação é confusa. O Ministério da Saúde liberou a pílula na rede pública sem consulta médica. Enquanto isto, segundo a Anvisa, o contraceptivo ainda é vendido em farmácias sob tarja vermelha, ou seja, com a apresentação da receita. O ministério alega que na rede pública a mulher pode ser acolhida por um profissional, que não necessariamente o médico.

Fonte: G1 / O Globo


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