Pesquisa do Senai define os padrões de medidas do corpo dos brasileiros

Pesquisadores encontraram 27 tipos diferentes de corpo de mulheres.
Mais de sete mil homens e mulheres de 18 a 65 anos já foram avaliados.

Pesquisadores do Senai fizeram um estudo que pode ajudar a acabar com aquela dificuldade de acertar o tamanho da roupa, na hora de comprar uma peça nova. É uma espécie de censo para definir quais são os padrões de medidas do brasileiro.

Longilínio, gordinho e de ombros largos: esses são os três tipos mais comuns de homens. Já no caso das mulheres, a matemática é de multiplicação: a do tipo violão, gordinha, muito peito, muito quadril, pouco quadril. Os pesquisadores encontraram 27 tipos diferentes, mas avaliaram oito principais.

A pesquisa do Senai que tenta determinar uma medida-padrão para o brasileiro conta com a ajuda do equipamento ‘body scanner’, uma espécie de Raio-X de corpo.  Em menos de um minuto, ele capta cem medidas do corpo humano.

Mais de sete mil homens e mulheres de 18 a 65 anos já entraram nessa máquina, que viaja junto com os pesquisadores.

Os resultados da região sudeste estão praticamente concluídos. Os homens têm, em média, um 1,74 m de altura, 102 cm de tórax, 91 de cintura e 99 de quadril.  Já as mulheres medem, em média, 1,61, têm 97 cm de busto, 85 de cintura e 102 de quadril.

Com base nos números, o pesquisador dá uma má notícia. “O que a gente vem encontrando é uma maior circunferência de cintura no segmento feminino”, diz o pesquisador do Senai, Flávio Sabrá. Em bom português: as mulheres estão mais gordinhas”. Outra constatação é que em cada região tem um tipo de corpo.

O principal objetivo da pesquisa é tentar acabar com a agonia na hora de comprar roupa. “Tem umas lojas que dizem que eu sou 46, 44, 48 e até 50”, diz uma consumidora. “A modelagem esta encolhendo a cada dia, então hoje você nunca sabe o que você veste”, diz outra mlhuer.

Em uma loja multimarcas no Rio de Janeiro essas diferenças de modelagem são comuns. A Priscila gostou de dois vestidos. Ela é tamanho P e experimentou os dois. O primeiro ficou um pouco grande nas mangas e folgado na cintura. O segundo ficou melhor.

A dona da loja diz que a diferença entre os tamanhos causa constrangimentos para aos comerciantes. “As vezes a cliente pede um P, você vai falar assim, esse P não dá em você, ela se sente ofendida inclusive”, diz Jacqueline Acioly, dona da loja.

O levantamento completo, com brasileiros de todas as regiões do Brasil, fica pronto até o meio do ano que vem.

Fonte: G1 / Bom Dia Brasil


Compartilhe:

Comentários: