Preços de produtos vendidos nas praias aumentam com a proximidade do verão

As diferenças de preços já são de até 50%Com a proximidade do verão, soteropolitanos e turistas que frequentam as praias  devem está atentos a diferença e a alta dos preços. Nas praias da Barra, Flamengo, Jardim de Alah, Patamares, Piatã, os preços das iguarias como acarajé e caldo de sururu, e de bebidas como água de coco e refrigerante, chegam a variar até 50%.

O consumidor que estiver nas areias de Jardim de Alah, Patamares, Piatã, e quiser sentar-se à mesa por algumas horas terá que pagar um valor de R$ 10 pelo serviço.  Caso deseje tomar uma água de coco vai desembolsar a quantia de R$ 4.  O acarajé, este sim, está também com o preço bastante apimentando.

Na praia do Flamengo e Jardim de Alah, por exemplo, a  unidade da iguaria  custa  de R$8 a R$ 10 e  R$18  a  porção com 12 minis acarajés – Com o caldo de sururu acontece algo parecido. Nas praias de Patamares e Jardim de Alah, o banhista paga entre R$7 e R$8.  Já na praia, próxima ao farol, o consumidor economiza um pouco mais pagando entre  R$5 a R$7 pela iguaria.

A diferença de preço não acaba com o acarajé: Água de coco, cervejas e refrigerantes também apresentam valores distintos. O refrigerante, por exemplo, pode variar até 50% – entre R$2,50 no Porto da Barra,  Jardim de Alah, R$3 Patamares e Piatã, R$3,50  e no Flamengo, R$5.

Com o caldo de sururu acontece algo parecido. Nas praias de Patamares, Jardim de Alah, banhista pagam entre R$ 7e R$8. Já na praia próxima ao farol, o consumidor desembolsa pelo menos de R$6 a R$7 pela iguaria.

A reportagem ainda apurou que, das praias pesquisadas, a de Jardim de Alah também tem o valor mais em conta quando o assunto é água de coco. Com carisma e mais de vinte e um anos de experiência vendendo coco, Juvenal Rocha cativa os clientes  com preço e bom atendimento. Como o local reúne  muitas pessoas praticando atividades físicas, o comerciante fixou o preço da água de coco por R$ 2 para esse perfil de cliente.

No entanto, Rocha destaca que no verão não será possível manter o valor por conta do aumento de preço dos fornecedores. “Eu estipulei essa promoção para ganhar o cliente que está todos os dias por aqui. Com isso, garanto lucro durante todo ano. Infelizmente os custos aumentam muito no verão e com certeza o preço deve aumentar nos próximos meses”, disse.

O comerciante Edvaldo Souza, dono de um quiosque no mesmo local, está vendendo a água de coco a  R$3 e, segundo ele, até o verão o valor  deve subir de preço. “Estamos há um ano mantendo o preço, mas é só chegar o verão para as dificuldades começarem. Infelizmente para termos algum lucro o consumidor acaba tendo que pagar  mais caro”, explicou.

A auxiliar de enfermagem Janaina Souza, costuma frequentar a praia de Jardim de Alah duas vezes por semana. Ela destaca que alguns preços chegam a ser assustadores em relação a outras praias que ela também costuma ir da capital. “Aqui é tudo mais caro. Em setembro, eu paguei R$6 numa caipirinha, hoje eu pago R$10. Levei um susto nos últimos dias”, disse.

Fonte: Tribuna da Bahia


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