Procon-BA tenta um acordo entre médicos e o plano Bradesco Saúde

O Procon-BA, notificou ontem,  a Bradesco Saúde, para participar de uma reunião promovida pelo órgão no próximo dia 30 de junho, para  intermediar uma solução quanto a paralisação dos atendimentos dos médicos conveniados.

Mais de 200 mil pessoas estão sem atendimento pelo plano de saúde em clínicas e hospitais de todo o estado, segundo dados do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, SINDIMED. Apenas os atendimentos de urgência e emergência estão sendo feitos.

A equipe da Tribuna da Bahia percorreu os maiores hospitais do estado e constatou que em parte deles, todas as consultas referentes ao plano Bradesco, foram desmarcadas.

A suspensão partiu dos médicos. O problema, segundo eles, é o valor do repasse feito pelo plano. O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, o SINDIMED, pede a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHP), uma tabela seguida pelos planos de saúde que estabelece os valores dos procedimentos médicos.

De acordo com o presidente do SINDIMED, Francisco Magalhães, a greve não tem prazo para terminar. “Até o momento, nenhum representante do plano de saúde nós procurou, estamos abertos à negociação. Queremos a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHP), ela rege os preços, tanto dos procedimentos, quanto dos honorários dos médicos. Além disso, oferece ao usuário um numero maior de procedimentos,” explica.

Segundo Magalhães, a solicitação pode ser mudada se houver uma mesa de negociação. “O plano sul américa nos procurou, sentamos, discutimos, eles não quiseram implantar a tabela, mas prefixaram o mesmo valor, nos pagam o mesmo preço,” conta.

Até o fim da paralisação, os médicos orientam os beneficiários do plano, a realizarem as consultas e demais procedimentos eletivos, utilizando a modalidade de reembolso, pagando diretamente aos profissionais e cobrando do plano o ressarcimento.

De acordo com o assessor técnico do Procon, Felipe Vieira, a orientação está correta. “O cliente não pode ser lesado, se ele tinha uma consulta ou procedimento marcado e não pode fazê-lo, a orientação inicial é a do reembolso. Caso o paciente não tenha o valor para pagar aquela consulta, ou passe por algum tipo de constrangimento ao ter seu atendimento negado, cabe processo. É importante lembrar-se de guardar todos os recibos e protocolos de gastos extras, para a solicitação do valor, junto ao plano de saúde, “esclarece.

Em caso de negativa do plano, o paciente ainda pode recorrer. “Se o plano negar o reembolso do gasto extra, a orientação é procurar os órgãos de defesa do consumidor, com os comprovantes e recibos,” explica Vieira.

Fonte: Tribuna da Bahia

Imagem: ilustração


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