Professores municipais paralisam por 72 horas a partir de hoje

Com a paralisação, cerca de 172 mil estudantes ficarão sem aulas na cidade

Conforme decisão da assembleia realizada no último dia 21, os professores municipais de Salvador paralisam as atividades, por 72 horas, a partir de hoje. Ou seja, o movimento se estenderá até à próxima sexta-feira. A pauta de reivindicações da categoria foi protocolada em 7 de abril e a próxima rodada de negociações com a Prefeitura está prevista para 9 de junho. Com a paralisação, cerca de 172 mil estudantes ficarão sem aulas na cidade.

Entre as reivindicações dos professores, conforme a presidente da APLB-Sindicato, Elza Melo, constam, reajuste salarial de 13,01%, “correspondentes à atualização do piso salarial”; melhoria das condições de trabalho, “em termos materiais e nas estruturas físicas das unidades escolares municipais”. Mesmo sem terem obtido, ainda, qualquer proposta da administração municipal com relação aos pleitos, os educadores reivindicam, também, a regulamentação do Plano de Carreira, cujo prazo para publicação da lei se esgota no próximo dia 20 de junho. Segundo Elza Melo, “outro ponto importante da mobilização da categoria envolve a implantação da reserva da jornada de trabalho que prevê, além do tempo em sala de aula, o de poder dedicar-se a cursos e outras atividades de capacitação e reflexão”.

Segundo ela, “a proposta de paralisação inclui a realização de atividades em diferentes locais da cidade. O objetivo é dar maior visibilidade ao movimento e mostrar a força da categoria”. Conforme a presidente, “após a última assembleia, mesmo com muita chuva, os educadores fizeram uma caminhada em direção à Prefeitura, onde a direção do sindicato foi recebida pelo secretário de Relações Institucionais Heber Santana, a quem foram relatadas as razões do movimento e solicitado que transmitisse ao prefeito que acelerasse as negociações, já que no dia 2 de junho haverá nova assembleia”.

AGENDA
A agenda de mobilização da categoria, que já incluía, desde o dia 22 e até ontem (26), o cumprimento de uma série de tarefas nas suas unidades, “com vistas a informar e envolver a comunidade escolar, em preparação para os dias de greve”, a partir de hoje, com a paralisação das atividades, prevê manifestação na Praça do Iguatemi, a partir das 9h. Está programada a realização de uma aula pública no local.

Amanhã, os professores irão ao Ministério Público, às 9h, no propósito de “denunciar a situação precária das escolas do município”.

Educadores
Na sexta-feira, 29, o movimento adere à paralisação nacional convocada pelas centrais sindicais contra o Projeto de Lei 4330, da Terceirização, e as Medidas Provisórias 664 e 665 – que, entre outros assuntos, determinam novas regras para acesso a benefícios previdenciários a exemplo do Abono Salarial, Seguro Desemprego e Auxílio Doença.

Os educadores do município anunciaram que participarão da atividade com uma ala especifica, na qual, conforme a presidente da APLB-Sindicato dos Professores, “além das bandeiras gerais, estaremos levantando as bandeiras de luta da campanha salarial”. Na terça-feira, 2 de junho, realizam nova assembleia geral para decidir sobre os próximos passos do movimento.

Fonte: Tribuna da Bahia


Compartilhe:

Comentários: