2012 foi o ano sem fim do mundo

 
Foto: Olivcris/Creative Commons
 

2012 foi apontado por muitos como o ano do fim do mundo. Não foi, o mundo não acabou, mas muitas cenas pareceram mesmo o fim dos tempos.

O ano foi marcado por um julgamento histórico no Supremo Tribunal Federal (STF), que mexeu forte na política nacional e não deixou sem castigo os envolvidos no mensalão.

O ano que chega ao fim foi ótimo para a nação corinthiana, que viu o Corinthians vencer o Brasileiro, a Sul-Americana e o Mundial.

Foi também um ano de tragédias para serem esquecidas, conquistas para serem lembradas.

Uma Olimpíada que ainda não trouxe o ouro do futebol, mas trouxe tantas outras conquistas inéditas.

Grandes nomes de todas as áreas, como Oscar Niemeyer, Chico Anísio, dona Canô, Hebe Camargo, dentre outros, nos deixaram somente suas obras, no humor, na arquitetura, na música.

Ainda no mundo da política, os Estados Unidos reelegeram seu presidente.

No Brasil, o STF deu posse ao seu presidente negro, que virou herói nacional e referência para os brasileiros que acreditam na justiça e acham que o crime não pode ficar impune.

Na Bahia, o prefeito João Henrique chega ao fim do seu mandato em inferno astral, com as contas rejeitadas e acusando os jornalistas por sua má administração.

No futebol local, o Bahia termina o ano respirando aliviado por não ter caído para a segunda divisão, e o Vitória comemora a volta à elite da bola. 

Em 2012

O país celebrou o centenário do escritor baiano que apresentou ao mundo a Bahia do romance entre Nacib e Gabriela (Gabriela Cravo e Canela), as infrações e revolta social dos Capitães da Areia, ousadia de Tieta, entre outros clássicos que enriquecem a literatura brasileira. Foram inúmeras homenagens a Jorge Amado, relembrando o legado histórico e cultural deixado pelo artista das letras. Seguindo a trilha cultural, 2012 foi um ano marcado por boas produções, no cinema, nos palcos e na televisão.

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A primeira edição brasileira do festival Lollapalooza, realizado em São Paulo, reuniu em dois dias, um público de 135 mil pessoas, adeptos do Rock and Roll. E por falar em Rock and Roll, a banda inglesa Rolling Stones comemorou o cinquentenário de carreira ao tempo em que foi lançada a biografia do líder da banda, Mick Jagger, escrita pelo inglês Philip Norman. Madonna levou ao delírio fãs de todo o país com a turnê MDNA, apresentada nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A diva pop relembrou antigos sucessos e apresentou ao público canções do álbum que intitula a turnê.

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O ritmo sertanejo também conquistou lugar de destaque este ano, invadiu as baladas, fez muita gente cantar e dançar com o sucesso “Ai se eu te pego” do carioca Michel Teló; a música virou hit mundial. As cavalgadas do coreano Park Jae-sang ou Psy, que com seu vídeo Gangnam Style registrou a marcar de mais de 70 milhões de acesso no youtube e se manteve no topo da lista dos vídeos mais baixados no iTunes. Ainda na internet, a discussão sobre segurança e privacidade na rede ganhou força após a divulgação de fotos íntimas da atriz Carolina Dieckeman. O episódio chamou a atenção para a necessidade de definir parâmetros para punição de crimes cibernéticos.

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As maldades de Carminha e a sede de vingança de Nina prenderam a atenção dos telespectadores de todo o país e fizeram da novela Avenida Brasil, de João Emanuel Carneiro, um clássico de sucesso da televisão brasileira. A exibição do último capítulo da trama registrou 51 pontos no Ibope e mobilizou a população como se fosse a final de uma copa do mundo.

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Na grande tela, o cinema mudo voltou a impressionar. A comédia romântica O Artista recebeu o Oscar de melhor filme e, para encerrar, a saga Crepúsculo foi finalizada com Amanhecer parte 2.

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Fernando Lugo se tornou, em 2012, o primeiro presidente do Paraguai destituído em julgamento político durante uma crise assumida com tranquilidade pelos cidadãos, mas que levou o país a um isolamento regional. Lugo deixou o cargo em 22 de junho, após ser submetido pelo Legislativo a um processo que durou menos de 30 horas e que derivou, sete dias depois, na suspensão do Paraguai do Mercosul e da Unasul.

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O Senado cassou o mandato de Demóstenes Torres (ex-DEM-GO, atualmente sem partido) por quebra de decoro parlamentar. A cassação veio pouco mais de quatro meses após a prisão do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em uma operação da Polícia Federal que investigou as relações do bicheiro com vários políticos, policiais e empresários.

Fonte: Tribuna da Bahia


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