Rotavírus lota os postos de saúde

Crianças chorando, muita ansiedade e mães com rostos preocupados. O quadro pode ser notado no 5º Centro de Saúde e em boa parte dos postos de atendimento à família em Salvador, devido ao alastramento de um subtipo do rotavírus, tipo de virose intestinal. O problema está lotando os postos de atendimento públicos e privados, com pacientes que apresentam sempre o mesmo quadro.

Diarréia, febre, dor de cabeça, mal estar, desconforto abdominal, náuseas e vômito. E embora as crianças sejam as principais afetadas, os adultos não estão livres da ação desta virose, que já ultrapassa os atendimentos de doenças causadas por vírus do trato respiratório.

De acordo com Robson Reis, integrante da Câmara Municipal de Infectologia, três tipos de viroses intestinais “estão na moda”, são eles o rotavírus, o bocavírus e o norovírus, sendo o primeiro o de maior incidência.

“Das queixas de viroses intestinais, a mais freqüente, cerca de 75% dos casos, têm sido o rotavírus”, explicou o especialista que também é professor da Escola Bahiana de Medicina. Segundo ele, nos últimos dois meses, a procura por tratamento por conta de viroses intestinais cresceu bastante em Salvador, sendo ainda mais freqüente no último mês.

Uma dessas vítimas do rotavírus foi o filho da doméstica Patrícia de Jesus, que na manhã de ontem aguardava atendimento no 5º Centro de Saúde.

Desde o último domingo, a criança de apenas cinco meses estava com dificuldade de comer e com bastante febre. Além dela, dezenas de outros bebês apresentavam os mesmo sintomas no posto municipal, causando superlotação no espaço. “A gente percebe que o subtipo deste rotavírus é diferente e não está incluído na imunização que as crianças recebem ao nascer”, constatou o especialista.

Embora a Secretaria Municipal de Saúde não tenha dados de atendimento na rede por conta de viroses, as queixas são grandes, inclusive na rede particular. Segundo Reis, que também atua fora da rede pública, na rede paga  chega a receber cerca de 30 pessoas por dia suspeitas de virose. Entre as principais características do vírus, está forte diarréia que chega a aparece de 10 a 20 vezes por dia.

O rotavírus, diferente das viroses do trato respiratório, é transmitido no contato orofecal, através de água, alimento e demais itens infectados. “É extremamente importante a higienização das mãos porque, na maioria das vezes, é através deste contato que a contaminação ocorre, principalmente entre as crianças, que tem o costume de levar às mãos à boca”, continuou.

Além de consultar um especialista para o tratamento do vírus, ele alerta para a importância da ingestão de bastante líquido durante o período, parte indispensável para a recuperação da doença.

Fonte: Tribuna d aBahia


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