Saiba como a empatia pode influenciar na sua carreira profissional

Especialista explica diferença entre empatia e simpatia

Você costuma prestar atenção nos outros? Acredite, mesmo em um mundo individualista como o nosso, a empatia é uma qualidade cada vez mais necessária para os que almejam uma carreira de sucesso.

Empatia nada tem a ver com simpatia. Enquanto a simpatia é espontânea, natural, a empatia pode e deve ser desenvolvida, trabalhada. A palavra empatia vem do grego “empatheia” que, em uma tradução literal, significa “dentro do sentimento alheio”. Costuma-se entender a empatia como a capacidade que algumas pessoas tem de se colocar no lugar dos outros, enxergar a realidade sob a perspectiva de outrem. Mas como essa qualidade pode ser determinante em nossa vida profissional?

A empatia é positiva em, pelo menos, três perspectivas: na legitimação de uma verdadeira liderança, na construção de um ambiente de trabalho mais coeso e engajado e na melhoria da qualidade de vida do indivíduo dentro da organização.

O primeiro tópico refere-se a uma característica básica que o bom líder deve ter. Para Peter Drucker, grande guru da Administração “ é preciso conhecer as pessoas para liderá-las”. Quem é a sua equipe? Quem realmente são essas pessoas? O que pensam e desejam? Parece óbvio mas, é cada vez mais difícil encontrar gestores que destinem uma pequena parcela de seu tempo para “conhecer” aquelas pessoas que estão ao seu lado todos os dias.

No que se refere ao engajamento e à coesão, a empatia é capaz de criar uma visão compartilhada de metas em uma equipe e isso significa uma compreensão e aceitação, por parte do grupo, das diretrizes e ações que são implementadas. Acaso você não se sente mais comprometido com os resultados de algo que ajudou a construir, tendo suas observações e opiniões levadas em consideração?

A empatia também contribui para construir relações baseadas no respeito e na confiança, quer seja entre o líder e os seus  liderados ou, ainda, entre colegas de uma mesma equipe. Esse é o efeito que a empatia pode causar, quando genuína.

No plano individual, agora passe a pensar em si mesmo. Quantas vezes você não quis que seu chefe ou seu colega de trabalho fosse mais tolerante e compreensivo com os seus problemas? Segundo dados oficiais do INSS,  em estudo realizado em 2011, os afastamentos do trabalho  por problemas psicológicos já ocupam a 3ª posição dentre todos os motivos monitorados e, segundo o mesmo trabalho, isso se deve ao estresse e a pressão por que as pessoas sofrem em seu dia a dia.

Trabalhar com pessoas que procuram nos entender e que  estão, ao menos, dispostas a nos ouvir pode tornar as coisas mais fáceis, não? Também penso assim.

Mas, se a empatia tem todo esse potencial de impacto em nossa vida organizacional e em nossa carreira, porque ouvimos falar tão pouco nela? Segundo Daniel Goleman, estudioso da inteligência emocional, isso acontece como consequência de nossa vida atribulada e repleta de estímulos. Para ele, temos cada vez menos tempo para nos preocupar conosco e com os outros.

Goleman diz  que todos somos dotados de três tipos de foco, ou atenção:  o interno, o externo e o empático (voltado para o outro). O interno seria  a habilidade de se concentrar, apesar do que há ao redor. O externo,  a capacidade de análise do ambiente. E o empático, como já discutimos, é a competência de prestar atenção em alguém.

Não temos muito tempo para isso, não é mesmo? Afinal, a rotina nos atropela com suas exigências urgentes. E por não termos tempo, deixamos para trás o mais importante.

Um pouco de empatia de nossa parte pode ser capaz de elevar nossas relações, profissionais e pessoais, a outros patamares e de, por consequência, nos tornar mais felizes. Se você almeja a liderança, então, essa é uma base sólida que deve ser construída. Espero que a coluna de hoje tenha sido capaz de fazê-lo sair da correria e prestar um pouco de atenção a este tema. Quem sabe esse não é o começo?

Profa. Dra. Carolina Spinola
E-mail: valorh@valorrh.com.br
Consultora da Área de Negócios da ValoRH. Administradora, com mestrado em Administração e Doutorado em Geografia, com ênfase em Desenvolvimento Regional. Professora Universitária e Coordenadora de Curso de Pós-Graduação.

Fonte: iBahia


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