Salvador registra 35 casos de HIV durante Carnaval

Pacientes diagnosticados com o vírus foram encaminhados para o Serviço Municipal de Assistência Especializada (Semae)

Dos 7.068 testes rápidos testes rápidos feitos nos postos de saúde durante o Carnaval de Salvador, foram diagnosticados 35 casos positivos para HIV, 137 reagentes para sífilis, 16 para Hepatite C e 10 para Hepatite B. Em 2014, foram feitos  4.820 testes.

Os pacientes diagnosticados com o vírus foram encaminhados para o Serviço Municipal de Assistência Especializada (Semae), na Liberdade, para acompanhamento médico e multiprofissional. Os pacientes diagnosticados com reagentes para Sífilis e hepatites devem comparecer ao Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Marymar Novais, que funciona no Dendezeiros, para realização de exame confirmatório.
De acordo com o Ministério da Saúde,  há cerca de 718 mil pessoas com HIV no país, sendo que 150 mil desconhecem sua situação. Após o período do Carnaval, as testagens podem ser feitas gratuitamente durante todo o ano em 96 postos de saúde do município.

Outros dados

No final da manhã desta quarta-feira (18), o prefeito de Salvador, ACM Neto apresentou o balanço do Carnaval da cidade junto com parte do secretariado. Antes de apresentar os dados, o gestor se mostrou otimista com os resultados da festa. “Nós fizemos o melhor Carnaval de todos os tempos. Falava-se muito em crise e mostramos o brilho dessa festa. Eu diria que Salvador baixou as cordas. As pessoas perceberam que é possível andar nas ruas e fizemos o verdadeiro Carnaval das ruas”, analisa.

Os índices gerais apresentados mostraram resultados positivos da festa, em uma comparação com o ano de 2014: foram R$ 5 milhões e 100 mil pessoas que utilizaram o transporte público no ano passado, em 2015, esse número subiu para mais de R$ 6 milhões de pessoas. Houve aumento também no número de pessoas que utilizaram táxis: 35 mil pessoas em 2014 contra 115 mil pessoas na festa de 2015.

Os dados da Transalvador não registram mortes no trânsito durante o período. Foram 32 acidentes contra 43 registros em 2014. A redução de resíduos sólidos da festa atingiu o índice de 14,75% e, de acordo com o prefeito, 100% dos camarotes instalados em Salvador adotaram o sistema sustentável de descarte dos resíduos.  Já a ocupação hoteleira chegou a 90, 3% em 2015, com cerca de 700 mil turistas circulando pela cidade; em 2014 o índice chegou a 70%.

A prefeitura registrou 5.540 atendimentos em 2015, no mesmo período em 2014, foram 5.566 ocorrências nos postos de saúde montados para a festa.  Dos 5.540 casos registrados, 57% das vítimas não deram entrada em hospitais públicos.  O prefeito ACM Neto apresentou ainda dados referentes ao número de pessoas que circularam nos carnavais nos bairros: este ano, foram montados palcos em seis bairros da cidade, com a média de 10 mil pessoas por dia. Durante a entrevista, o gestor disse que, pelo menos, 10 bairros devem receber atrações musicais especiais durante o Carnaval de 2016.

Igor Kannário e Segurança

Questionado sobre o aumento do número de ocorrências envolvendo arma de fogo, o prefeito disse que não pode interferir, mas ajudar, caso seja solicitado. “Eu não posso participar da organização da Polícia Militar, que é de responsabilidade  do governo do estado. Não vou meter o dedo onde não fui chamado. Se eu for solicitado, posso, sim, opinar, ajudar”, concluiu.  ACM Neto disse ainda que a retirada das barreiras de segurança nos acessos aos circuitos podem ter favorecido o crescimento do número de mortes por arma de fogo.

Fonte: iBahia


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