Sem dor! Novidades mostram que tratar varizes está mais fácil e rápido

Cerca de 15% apresentam algum grau de insuficiência da veia safena, que é a veia mais longa do corpo

Novas tecnologias mais acessíveis e eficazes prometem colocar um fim num problema que atinge cerca de 40% das mulheres: as varizes. Mais que um problema estético, os vasos que se destacam especialmente nas pernas provocam dores, sangramentos, ulcerações (feridas) e podem até mesmo chegar a uma trombose, quando há um rompimento das veias.

O assunto está sendo abordado neste final de semana, durante a III Jornada Baiana de Angiologia e Cirurgia Vascular, que apresenta inovações e discute o tratamento da doença varicosa.

De acordo com o cirurgião vascular Augusto Barroso, as varizes têm causas variadas e podem ter uma origem genética ou provocada por fatores diversos como o sedentarismo, a obesidade, as variações hormonais, os hábitos ruins, como o fumo. “Embora menos comum, os homens também sofrem com as varizes, numa proporção de quatro mulheres para cada homem”, explica o especialista que também é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia.

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Entre a população brasileira, cerca de 15% apresentam algum grau de insuficiência da veia safena, que é a veia mais longa do corpo. Quando as válvulas da safena não funcionam bem, o sangue passa a circular lentamente, o que provoca a dilatação dela, afetando outras veias e provocando as varizes.

Lasers  
Entre as novidades apresentadas estão o tratamento com o laser usado em conjunto com a escleroterapia com agulha guiados pelo aparelho de realidade aumentada, o Vien Viewer, procedimento conhecido como CLaCs, Cryolaser e Cryo escleroterapia.

“Esse aparelho guia o olhar do profissional pois consegue captar,  em tempo real, a imagem digital da veia, capturada até 1 centímetro de profundidade”, esclarece o especialista, pontuando que o equipamento filma, por meio de luz infravermelha, as veias doentes, não visíveis ao olho nu, e as projeta sobre a pele em tamanho muito maior, possibilitando usar o laser com a injeção de substâncias esclerosantes diretamente na veia doente, agindo diretamente na estrutura da veia.

“O método é inovador e, em muitos casos, substitui a retirada de veias e a cirurgia vascular”, atesta Barroso.

O especialista lembra que essa técnica tem algumas vantagens como a redução da dor por meio de uma espécie de analgesia feita com os aparelhos criógenos, que resfriam a pele a ponto de fazer a dor sumir ou reduzir bastante.

Outro procedimento que vem se destacando dentro das novas ofertas para o tratamento das varizes é  o laser transdérmico,  que consiste na emissão de pulsos de luz que penetram no corpo do paciente e fecham as varizes sem danificar a pele. “Uma das principais vantagens do tratamento com o laser transdérmico é o fato de não ser invasivo e os resultados aparecem rapidamente“, revela Gustavo Barroso.

Já o Endolaser utiliza a fibra ótica para o tratamento de varizes e vem sendo apontado como o que oferece os melhores resultados aos pacientes. O procedimento consiste na introdução de uma fibra ótica que conduz o laser pelo interior da veia safena doente. “Quando o laser é acionado dentro da veia do paciente, ele forma uma bolha térmica, cujo calor provoca o fechamento dessa veia”, explica Barroso.

A técnica, sem cortes e sem maiores traumas, com menos hematomas e inchaço, não produz sangramento, apenas isola a veia, corrige totalmente o problema sem precisar da retirada, como acontece na técnica convencional, chamada de Safenectomia. “Outra vantagem do método é que tratamos apenas o ponto doente da veia, a parte sadia é preservada”, aponta o médico.

O procedimento é realizado em pacientes que apresentam algum tipo de insuficiência na safena. Segundo Gustavo Barroso, a regulagem no aparelho permite ainda tratar a pele negra sem manchá-la, como geralmente ocorre.

Aumento
Em 2004, o pequeno aparelho que projeta sobre a pele, em tempo real, uma imagem digital capturada até 8 mm de profundidade foi premiado pela Revista Time como o invento científico do ano. De fato, o Vein Viewer tem ajudado os especialistas a tratarem vasos que nem eram visíveis a olho nu.

De acordo com Barroso, o equipamento filma, por meio de luz infravermelha, as veias doentes não visíveis ao olho nu e projeta uma realidade aumentada. “O aparelho surge como um importante aliado para os métodos de eficácia já comprovada no tratamento de varizes, pois permite a visualização de veias escondidas sob a pele e que influenciam diretamente nos ‘vasinhos’ aparentes”, esclarece.

A ultrassonografia vascular usada em conjunto com o laser endovenoso também tem sido uma ferramenta valiosa para pacientes e profissionais, pois possibilita ao médico as informações precisas sobre  o tamanho e a exata localização das veias durante os procedimentos, possibilitando o tratamento mais rápido e localizado das veias doentes.

Fonte: Correio da Bahia


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