Servidores municipais anunciam greve

Os servidores decidiram, em assembleia, cruzar os braçosNem mesmo a chuva e o vento atrapalharam o movimento dos trabalhadores públicos municipais, representantes de associações e parte da diretoria do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), que se reuniram nessa quinta-feira (6/6) pela manhã na Praça do Campo Grande.

Após mais de três meses de negociações, a categoria se reuniu para deflagrar a greve, por tempo indeterminado. A reivindicação parte da discursão do reajuste salarial de 20%, alimentação,transporte e condições de trabalho.A paralisação começa na segunda-feira (10) e atingirá 70% de todas as categorias, pois a lei obriga o funcionamento de, pelo menos, 30% dos serviços considerados essenciais.

De acordo com coordenador administrativo e financeiro do Sindseps, Everaldo Braga, em reunião realizada na última quarta-feira (5) com o secretário municipal de gestão, Alexandre Paupério, o governo de ACM Neto não apresentou resoluções para as demandas dos servidores: “O secretário apresentou uma proposta da prefeitura de 2% em 2013 e 3,84% em 2014, rejeitando a nossa proposta que foi de 20%. Essa, sem dúvida, é uma proposta da administração municipal na qual nós servidores jamais aceitaríamos”, afirmou Braga.

Na oportunidade, o sindicalista garantiu que hoje os servidores recebem um salário base de R$ 580,43, o que para ele seria muito aquém do que o próprio salário mínimo: “Eles surgem com uma proposta pífia, desrespeitosa aos trabalhadores e com isso rejeitamos. Se é para ser assim então pararemos todos os serviços até que o prefeito traga uma proposta plausível”, assegurou.

Everaldo Braga lembrou ainda que, além do salário, faltam as condições de trabalho dos servidores municipais, principalmente para os da saúde, afirmando que 99% das unidades de saúde de Salvador não tem alvará de vigilância sanitária para o funcionamento: “Temos uma grande maioria de servidores, altamente qualificados, não porque a prefeitura qualificou e sim porque esses trabalhadores foram buscar fora a sua qualificação. Mesmo com essa vantagem a prefeitura não nos dá nenhuma condição de trabalho para que possamos desenvolver um bom serviço à população, a começar pelos serviços que os funcionários de saúde prestam a população de alta precariedade. Vale lembrar a prefeitura de Salvador que esta não é uma obrigação nossa e sim do gestor da cidade”, concluiu. 

 
Fonte: Tribuna da Bahia
 


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