Só há bombeiros em 5% da Bahia

O Instituto Movimenta Salvador apresenta um “Painel sobre Segurança Contra Incêndio”, na próxima quinta-feira (1º ), das 8 às 12 h, na sede da Federação da Indústria do estado da Bahia (Fieb), no Stiep. Constam dois temas de destaque do debate: a proposta de autonomia do Corpo de Bombeiros e ações preventivas de qualidade visando mitigar riscos e evitar ocorrência de sinistros.

O evento conta com a presença de referências brasileiras no assunto, além de gestores públicos e dirigentes da Fieb: José de Freitas Mascarenhas, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Movimenta Salvador; Aldo Ramon Almeida , diretor geral do Instituto Movimenta Salvador; tendo como mediador Isaac Edington, diretor presidente do Instituto EcoDesenvolvimento e os debatedores: coronel Sérgio Simões, secretário da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sedec) e comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ); José Carlos Tomina, superintendente do Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio (ABNT) e Pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Luiz Edmundo Prado Campos, Diretor da Faculdade de Engenharia (Ufba).

Desde a tragédia ocorrida na boate Kiss, em Santa Maria (RS), no início deste ano, em que mais de 240 pessoas morreram vítimas de incêndio, é que todas as atenções em várias cidades do país foram focalizadas na operacionalidade das brigadas de incêndio na prevenção e combate a sinistros.

E na Bahia, segundo o Instituto Movimenta Salvador, a ocorrência de recentes incêndios evidenciam a fragilidade da estrutura do estado para evitar a propagação do fogo como aconteceu recentemente em uma central de telefonia, lojas de eletrodomésticos, prédios históricos, a exemplo da sede do Instituto do Cacau, e os que vêm ocorrendo anualmente na Região da Chapada Diamantina.

O diretor geral do instituto, Aldo Ramon Almeida, afirma que “a complexidade cada vez maior gerada pelo uso intensivo das áreas urbanas tem exigido um intenso processo de especialização das atividades de prevenção e combate a incêndios”, acrescentando que  “o governo, as empresas e a sociedade civil organizada procuram se mobilizar vigorosamente sobre o assunto, principalmente no encaminhamento e realização de ações preventivas de qualidade que permitam evitar incidentes mais graves no futuro. E esta é a contribuição do instituto, que tem como propósito promover o desenvolvimento econômico e social sustentável de Salvador”, destaca.

De acordo com estatísticas levantadas pelo Movimenta Salvador, com menos de 5% dos 417 municípios atendidos pelos bombeiros, a Bahia encontra-se no 22º lugar entre as 27 unidades da Federação neste quesito. Em relação ao efetivo, o estado está na 11ª posição, com cerca de 2.200 militares, ocupando a penúltima posição na cobertura de habitantes por bombeiros.

Através destes dados é que o instituto viu a necessidade da realização de um estudo para requalificação, valorização e desenvolvimento do Corpo de Bombeiros da Bahia, que será apresentado no evento.  Um documento minuciosamente elaborado com conceitos, diagnósticos e informações históricas, o papel central do Corpo de Bombeiros. Além disto, o estudo apresenta uma análise dos modelos de gestão bem sucedidos nos âmbitos nacional (Brasília e Rio de Janeiro) e internacional, além de uma reflexão sobre a forma da governança local, com foco em três dimensões: Institucional, Infraestrutura e Operações.

Outra questão importante que será apresentada no documento está ligada ao desligamento dos Bombeiros da Polícia Militar.  No estudo foi levantada a questão de o Corpo de Bombeiros baiano e o do Rio Grande do Sul estarem diretamente subordinados à Polícia Militar (Brigada Militar no RS). O estudo aponta vantagens na emancipação da corporação, medida que está em discussão num Grupo de Trabalho criado pela Assembleia Legislativa (ALBA) desde julho de 2012.

Fonte: Tribuna da Bahia

Imagem: Ilustração


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