Técnica mostra resultados para traumas, lesões medulares e AVC

Vinte pacientes participam de um projeto de pesquisa de uma técnica, criada e aperfeiçoada na Bahia

Nas comemorações do Dia das Mães deste ano, o cadeirante Ivonildo Santana, 33 anos, incluirá mais alguém nas suas orações. Além da mãe biológica, parte dos pedidos irá para uma outra mãe: a fisioterapeuta Cláudia Bahia, uma mãe substituta durante os desafios encarados nas sessões de fisioterapia realizadas no laboratório de knesioplasticidade, que funciona anexo à clínica instalada na sede da Estácio/FIB, na Rua Xingu, no Stiep.

Ivonildo e mais 19 pacientes participam de um projeto de pesquisa de uma técnica, criada e aperfeiçoada na Bahia, que tem como objetivo devolver a mobilidade dos membros superiores e inferiores às pessoas vítimas de lesões medulares. As primeiras experiências foram feitas com os pacientes que se submeteram ao transplante de células-tronco, em 2010. Hoje, a técnica apresenta resultados nos tratamentos de traumas diversos, hérnia de disco, paraplegia, tetraplegia, Doença de Charcot-Marie (distúrbio genético do sistema nervoso), acidente vascular cerebral e até para o emagrecimento.

De acordo com a própria criadora da técnica, Cláudia Bahia, que desenvolveu o estudo  com a também fisioterapeuta Thaís Miranda, a proposta da kenesioplasticidade consiste em reensinar as células a executarem os movimentos comprometidos pela lesão. “As células têm memória e, através dela, executamos posturas e exercícios que permitem que a musculatura danificada reaprenda a realizar o movimento, além de estimularmos os músculos sadios a ajudarem no processo de recuperação”, explica.

Fonte: Correio da Bahia

Imagem: Ilustração


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