TJ-MG determina que goleiro Bruno perca dias de redução de pena

Goleiro foi condenado a 22 anos e três meses pela morte de Eliza Samudio.
Decisão judicial reduz desconto na pena; advogado afirma que vai recorrer.

Condenação tira goleiro Bruno do Boa Esporte. (Foto: Renata Caldeira / TJMG)A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, nesta quarta-feira (22), punição que tira parte dos dias que o goleiro Bruno Fernandes teria descontados de sua pena pelo trabalho na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Cabe recurso da decisão.

Segundo a legislação, a cada três dias de trabalho, a pena do preso é reduzida em um dia. Pelo trabalho no presídio até o cometimento da falta, Bruno teria direito a 177 dias, dos quais perdeu 59, segundo informações do TJ-MG.

A pena foi imposta por “falta grave” ocorrida em abril do ano passado, quando Bruno foi acusado de ameaçar dois detentos e um agente penitenciário.

Em março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos três meses de prisão pela morte de Eliza Samudio. Ele está detido desde julho de 2010.

O TJ-MG manteve a decisão de setembro de 2013 da Vara de Execuções Criminais de Contagem, que havia retirado um terço dos dias trabalhados por Bruno em razão da falta.

Progressão de regime
A Vara também havia mantido a data-base para que o goleiro possa requerer o direito ao regime semiaberto, que seria alterada de 22 de janeiro para 24 de agosto de 2020.

Na decisão desta quarta, o TJ manteve a data. “A lei não prevê, como efeito do reconhecimento da falta grave, a alteração da data-base para a obtenção da progressão de regime”, escreveu o desembargador Doorgal Andrada.

O advogado de Bruno, Francisco Simim, disse que ainda vai analisar a decisão. “Nós vamos avaliar primeiro porque temos ainda a terceira instância para recorrer. Vamos ver o que é mais propício, mais favorável para o meu cliente”, disse.

O caso
Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

Em março deste ano, Bruno foi considerado culpado pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado da jovem. A ex-mulher do atleta, Dayanne Rodrigues, foi absolvida. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foram condenados em novembro de 2012.

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão. O último júri do caso foi realizado em agosto e condenou Elenilson da Silva e Wemerson Marques – o Coxinha – por sequestro e cárcere privado do filho da ex-amante do goleiro. Elenilson foi condenado a 3 anos em regime aberto e Wemerson a dois anos e meio também em regime aberto.

Fonte: G1


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