TJ-RJ julga recurso de manicure condenada por matar menino

Crime aconteceu em março de 2013 em Barra do Piraí, RJ.
Assassina confessa sequestrou garoto no colégio e o matou em um hotel.

Manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo durante segunda audiência no Fórum de Barra do Piraí (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

Será julgado nesta quarta-feira (24) pela 8ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro o recurso apresentado pela manicure Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo, assassina confessa do menino João Felipe Eiras Santana Bichara, de 6 anos. O crime aconteceu em em Barra do Piraí, em março de 2013. Ela foi condenada a 32 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de extorsão mediante sequestro com morte e ocultação de cadáver.

João Felipe foi levado por Suzana da escola Nossa Senhora Medianeira, na tarde de 25 de março de 2013. Por telefone, ela se passou pela mãe da criança para buscar o menino de táxi. Horas depois, o corpo da criança foi encontrado em uma mala dentro da casa da manicure.

Carrossel JH - João Felipe (Foto: TV Globo)

Na primeira audiência de instrução, realizada em agosto de 2013, Suzana se disse arrependida do crime. Na época, o defensor público Marcos Lang contou que a manicure disse estar endividada e pegou o menino coma intenção de sedá-lo e pedir um resgate de R$ 300 mil. “Ela estava com muitas dívidas e disse que daria um remédio para ele, pediria o resgate e devolveria o menino à família. Mas em um momento de desespero, por não ter dado certo, ela acabou matando”, afirmou. Ainda nesta primeira audiência, o então delegado responsável pelo caso, José Mario Omena, chegou a afirmar que o pai da vítima havia tido uma relação com Suzana.

Uma segunda audiência de instrução foi realizada porque houve mudança na acusação. A manicure responderia por extorsão mediante sequestro seguida de morte e não mais por homicídio triplamente qualificado. Na época, Marcos Lang disse que a mudança da acusação não foi justa e que a manicure Suzana de Oliveira tem direito de ir a júri popular. “Não houve extorsão nenhuma e sequestro não era o objetivo dela”, afirmou.

Os pais de João Felipe foram ouvidos a portas fechadas na segunda audiência. Na ocasião, Heraldo Bichara Júnior confirmou que se envolveu com a assassina do filho. A informação foi divulgada na página do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). “Ele [Heraldo Jr.] confirmou que teve um relacionamento com Suzana, com quem teria saído apenas uma vez”, diz a nota.

Fonte: G1


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