Trabalhadores do Samu anunciam greve

A partir do próximo dia 1º de julho, os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) – enfermeiros e técnicos de enfermagem – iniciam greve. A decisão foi tomada durante assembleia realizada na manhã de ontem, em frente ao 5º Centro de Saúde ProfessorClementino Fraga, na Avenida Centenário. A categoria reivindica maior gratificação e melhores condições de trabalho. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que solicitou apoio à Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com informações do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), a greve abrange os profissionais do Samu e também das Unidades de Pronto Atendimento (UPA), englobando as emergências móveis e fixas. O sindicato ainda garante cumprimento da lei nº 7783, já que teria anunciado a greve com pelo menos 72 horas de antecedência, além de garantir 30% do efetivo nas ruas.

Segundo o coordenador geral do Sindseps, Everaldo Braga, a greve é por tempo indeterminado e tem como objetivo abrir uma mesa de negociação com a prefeitura. “Queremos ser tratados como os outros profissionais. Os médicos tinham uma gratificação de 50% e agora está em 180%. Recentemente, soube que eles também ganharão mais 20% por assiduidade. Não somos contra nada que eles recebam, mas o problema é que nós, enfermeiros e técnicos, não recebem nada. Todos precisam ser valorizados”, disse o coordenador.

Ele ressaltou que apesar da quantidade de médicos no Samu, as ambulâncias não podem sair sem enfermeiros. “75% das ambulâncias são moduladas por médicos e as unidades que não tem não podem sair sem enfermeiros ou técnicos de enfermagem”, completa.

Ainda de acordo com Everaldo Braga, melhores condições de trabalho também é uma das reivindicações da categoria. “Precisamos de mecânicos, mais ambulâncias e segurança em relação às nossas atividades. O Samu se arrisca diariamente e entra em algumas regiões daqui de Salvador que nem mesmo a polícia entra”, afirmou.

Braga ainda ressaltou que várias assembleias foram realizadas com a SMS, mas nada foi resolvido. “Tentamos conversar, mas só fomos desrespeitados, pois o secretário nos mandou estudar para ser médico já que queríamos ganhar mais. Achei uma falta de respeito, pois cada um estuda o que se identifica.Por conta de toda essa falta de diálogo, vamos iniciar uma greve por tempo indeterminado”, afirmou.

Em nota enviada à imprensa, a SMS esclareceu que “os profissionais do SAMU foram representados pelo Sindseps (Sindicatos do Servidores) nas discussões salariais junto à Prefeitura, acordando com as proposições da mesa de negociação finalizada no dia 13/05.  É preciso informar ainda que a greve anunciada conta com a participação de enfermeiros e técnicos de enfermagem estatutários”.

A secretaria ainda destacou que “continuam normalmente em atividade no SAMU os que possuem contratos via REDA, médicos e condutores socorristas. Além disso, para garantir que o atendimento à população não seja prejudicado, a Secretaria Municipal da Saúde já solicitou apoio à Força Nacional do SUS, que entrará em atividade quando solicitada”.

Fonte: Tribuna da Bahia


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