Uma pílula antes e outra depois do sexo podem evitar a Aids, diz estudo

Pesquisa avaliou nova forma de usar o antirretroviral Truvada.
Uso diário do remédio já é aprovado nos EUA como profilaxia contra HIV.

Pílula do medicamento Truvada, que foi autorizado por agência dos EUA a ser vendido como método preventivo à transmissão do vírus HIV (Foto: Paul Sakuma/AP)

O antirretroviral Truvada, tomado antes e depois do sexo sem proteção, reduz o risco de transmissão do vírus HIV entre homens homossexuais em 86%, segundo os resultados de um ensaio clínico divulgado nesta terça-feira (24) nos Estados Unidos.

Para o estudo, o Truvada – uma combinação de tenofovir e emtricitabina – foi tomado um dia antes e dois dias depois das relações sexuais com alto risco de contágio do vírus da Aids.

O estudo, realizado pela Agência Nacional Francesa Especializada em Aids (ANRS), foi apresentado durante a Conferência sobre Retrovírus e Infeções Oportunistas (CROI), que acontece esta semana em Seattle, nos Estados Unidos.

Um estudo internacional anterior já havia concluído que o uso diário contínuo do Truvada por homens saudáveis que fazem sexo com homens era capaz prevenir novas infecções pelo HIV.

Os resultados levaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) a dar aval ao uso do medicamento, do laboratório Gilead Sciences, como forma de prevenir a infecção pelo HIV em alguns grupos de risco. A estratégia é conhecida como profilaxia pré-exposição, ou PrEP.

A novidade agora foi a descoberta da eficácia dessa nova forma de usar a pílula: antes e depois do sexo. Os resultados ainda não são suficientes para mudar a forma da prescrição do medicamento, mas foram celebrada como um novo caminho para prevenir a Aids.

O estudo “dá a primeira evidência de que um regime dirigido é efetivo entre homossexuais de alto risco com relações sexuais frequentes”, afirmou Jonathan Mermin, diretor do centro de controle e prevenção do HIV nos Estados Unidos.

Denominado Ipergay, este estudo que mesclava o uso de placebo com doses controladas do medicamento, começou em fevereiro de 2012 e parou em outubro 2014, quando uma revisão independente determinou que teria uma alta efetividade. Um total de 400 voluntários participaram do estudo.

Fonte: G1 / Bem Estar


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