Usuários desconhecem redução de 12% em média nos preços dos medicamentos

O Governo Federal ampliou na semana passada a lista de medicamentos com isenção de PIS/Cofins. Com a medida, o preço máximo dos remédios ficará em média 12% mais barato. No entanto, apesar da baixa nos preços, muitos consumidores que fazem uso dos remédios ainda desconhecem a novidade.

De acordo com Jaci Rego, gerente da farmácia Pague Menos, a procura pelos medicamentos ainda é tímida e deve aumentar no início do mês. No entanto, ela destaca que medicamentos como Amoxicilina e antiinfla- matórios, a  exemplo do  Diclofenac  devem liderar a lista dos mais vendidos.

A farmacêutica Carla Salomão, diz que muitos pacientes cardíacos também foram contemplados pela lista do Governo Federal. “Alguns consumidores, principalmente, idosos não sabem dos descontos. Como as vendas de medicamentos desse público tendem a aumentar no inicio do  mês, a novidade além fomentar as vendas também trará benefícios para quem faz uso dos  remédios mensalmente”, disse a farmacêutica.

A aposentada Joana dos Santos, de 67 anos, não sabia que os medicamentos tinham baixado de preço. “Eu gasto em média R$400 de remédios para pressão alta e coração. Fiquei feliz com o desconto. Economizei em torno de R$30”, disse a aposentada.

Segundo o Ministério da Saúde, a nova lista já inclui uma redução aproximada de 12% nos preços limites pela liberação da cobrança de dois tributos.

São afetadas, nessa redução, 174 substâncias usadas na fabricação de medicamentos e outros produtos de saúde, envolvendo 351 diferentes formas de apresentação – que podem incluir a mesma substância, mas com concentração ou quantidade de comprimidos diferentes.

 O desconto, de acordo com a Anvisa, incide sobre o preço limite para venda ao consumidor. Na prática, porém, os preços na farmácia costumam ser mais baixos que o limite, por conta da concorrência entre os laboratórios.

Entidades da indústria farmacêutica garantem, no entanto, que os descontos são integralmente repassados às farmácias. Boa parte das substâncias da lista de 174 é de produtos usados pelos hospitais e tem peso significativo nas compras públicas.

Fonte: Tribuna da Bahia


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