Vaquejada vira Patrimônio da Bahia

A tradicional Vaquejada, festa típica do Nordeste Brasileiro, agora é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado da Bahia. Na última sexta-feira (28), o governador Jaques Wagner sancionou a lei, proposta pelo deputado estadual Adolfo Viana (PSDB), que torna a festa Patrimônio Cultural. Conforme o parlamentar, autor do projeto, a notícia foi comemorada pelos vaqueiros dos quatro cantos do Nordeste.

 “A vaquejada é uma festa cultural de todo o Nordeste brasileiro. Fiquei muito feliz com a sanção da lei porque entendo que é mais do que justo reconhecer esse grande evento nordestino. Tenho recebido mensagens de vários estados comemorando, e muita gente também pedindo para que eu encaminhe o projeto para que outras assembleias passem a aprovar”, disse Viana.

Festa secular, a Vaquejada é classificada como uma atividade recreativo-competitiva em que dois vaqueiros devem emparelhar o boi até uma marca e derrubá-lo. A prática acontece desde os anos 60 quando começou a ser disputada as primeiras vaquejadas na faixa dos seis metros. A partir dos anos 80, houve mudanças nas regras e a Vaquejada passou a ser de dez metros, exigindo mais técnica do que força.

A distribuição de prêmios para os competidores, a competitividade e o caráter festivo da atividade passou a atrair o público e hoje é um dos principais eventos do interior da Bahia, sobretudo em Serrinha. O tom de negócio também passou a vigorar nas Vaquejadas, pois hoje os organizadores cobram ingressos e o público lota as fazendas, arenas e parques de exposições, onde acontece o evento.

O vaqueiro se tornou um verdadeiro atleta da pista e a atividade se tornou fundamental para a economia local. Conforme Adolfo Viana, torná-la Patrimônio Cultural Imaterial é uma forma de reconhecer e valorizar a história da Bahia.

“Agora a Vaquejada é reconhecida pelo estado e não podemos virar as costas para a nossa história. É uma forma de reconhecer quem faz parte da nossa história”, pontuou. O deputado parabenizou a Assembleia e o Governador pela aprovação do projeto.

“Eu que sou do Vale do São Francisco fiquei muito feliz. E a repercussão positiva não foi só na Bahia, mas por todo o Brasil. Recebo mensagem da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco. Acredito que esse projeto faz parte da história do povo do Nordeste. Parabenizo o governador Wagner por ter sancionado e a Assembleia que aprovou por unanimidade”, completou.

Projetos referentes à Vaquejada não tramitam somente na Assembleia Legislativa. O assunto também está em pauta na Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado federal Paulo Magalhães (PSD) propôs uma lei que torna a Vaquejada como modalidade esportiva. O projeto está tramitando na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e tem o objetivo de regulamentar o evento, garantindo a segurança dos animais, dos atletas e do público.

“As cidades onde são promovidas as vaquejadas transformam-se em destinos turísticos pela importância do evento, gerando emprego e renda, além de movimentar o comércio e hotelaria local. Precisamos profissionalizar!”, explicou o deputado federal.

Fonte: Tribuna da Bahia

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