Veja como é possível ter desconto na compra de remédios de uso controlado

A população, principalmente os idosos que fazem uso de medicamento continuado, sofre com os preços exorbitantes dos remédios. Porém, nos grandes laboratórios é possível ter desconto na compra de alguns, quando são de uso prolongado. Além disso, na Farmácia Popular alguns desses medicamentos podem até sair gratuitamente.

O programa de descontos vale para remédios de uso contínuo. Eles são vendidos somente com receita médica e costumam ser consumidos por um longo tempo para tratamento de hipertensão, diabetes, colesterol e doenças crônicas por exemplo. Estes medicamentos estão entre os mais caros receitados.

O sistema dos laboratórios funciona assim: a pessoa entra no site ou liga para um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), faz o cadastro, informa o CRM do médico que prescreveu o remédio e verifica se o produto está na lista dos que têm desconto. Se estiver, então verifica as farmácias credenciadas e, depois, é só ir a uma delas, com receita médica, identidade ou número de inscrição no programa e comprar o remédio.

A empresária Verena Dias fez o cadastro para a mãe, que usa, continuamente, um medicamento para a osteoporose. ”Por ser de idade mais avançada, ela já usa vários medicamentos, e isso facilita na compra de outros medicamentos”, conta Verena.

Para dar o benefício, a farmácia também precisa estar cadastrada. O sistema acaba sendo um bom negócio para quem compra e para o laboratório, que consegue vender um mesmo medicamento, várias vezes, para um mesmo paciente. Por ser um preço subsidiado pelo laboratório, ele pode realmente fazer seu tratamento em longo prazo e economizar com isso. “Tem uma adesão grande ao tratamento e, muitas vezes, desafoga o Sistema Único de Saúde”, explica o diretor da Sincofarma, Maurício Filizola.

No entanto, a farmacêutica Natália Ferreira, da rede Santana, alerta que antes do paciente entrar em contato com os grandes laboratórios através do SAC é imprescindível passar antes por uma consulta médica.

“É importante que o médico faça a intermediação com o laboratório. Na maioria das vezes, o médico cadastra o paciente durante o período do tratamento e esse acompanhamento precisa ser contínuo. Os grandes laboratórios oferecem descontos de até 70%, a depender do medicamento, mas para isso é importante que as pessoas não deixem de realizar suas consultas médicas para saber se houve alterações na prescrição”.

Segundo a farmacêutica, entre os medicamentos de usos continuo mais procurados estão os antidepressivos, doenças cardíacas, diabetes e doenças crônicas. O paciente na maioria das vezes apresenta o cartão do laboratório emitido pelo correio ou o número do CPF na hora da compra.

A recepcionista Adalgisa Alves conta que mensalmente gasta em média cerca de R$ 700, com medicamentos para a sua mãe que sofre de diabetes e hipertensão. “Tínhamos antes o desconto do laboratório. Depois deixamos de receber o cartão em casa. Mas já falamos com o médico da minha mãe para atualizar o cadastro e voltarmos a receber”.

Preço cai até 90%

O Ministério da Saúde elaborou uma lista dos remédios para as doenças mais comuns que são distribuídos com desconto de até 90% ou mesmo gratuitamente pelo programa “Farmácia Popular”.

Os medicamentos para pressão alta, diabetes e asma são entregues sem custos. As farmácias do programa do Ministério da Saúde são identificadas por um emblema “Aqui tem Farmácia Popular”. Elas possuem a relação dos medicamentos disponível no balcão. “Qualquer dúvida, o paciente deve procurar o farmacêutico presente e perguntar se os medicamentos prescritos encontram-se nessa lista”, recomendou Julho Cezar balconista.

Como pedir

Na hora da consulta, é preciso pedir ao médico, mesmo se for particular, para prescrever o princípio ativo ou indicar um remédio que esteja na lista de descontos da Farmácia Popular. Cada receita tem validade de quatro meses. Para anticoncepcionais, o prazo é de um ano.

Para retirar medicamentos de alto custo, o paciente deve possuir o Cartão Nacional de Saúde e elaborar junto com o médico um processo que inclua o diagnóstico, as características da doença e as justificativas para o uso do remédio. As informações devem ser protocoladas na Farmácia Popular, que irá analisar o processo.

Caso a solicitação seja indeferida, o paciente deve procurar a Defensoria Pública levando toda a documentação do processo.

 
Fonte: Tribuna da Bahia
Imagem: Ilustração


Compartilhe:

Comentários: