ANTAGONISMO ENTRE OS PODERES

Guto de Paula

Guto de Paula

No Brasil onde se faz necessário com urgência urgentíssima colocar em votação a Reforma da Previdência ficou claro que os três poderes estão conseguindo reescrever: o “Samba do Crioulo Doido” na mais pífia das óperas bufas.

O Executivo quer impor, o Legislativo não quer! O Judiciário concorda com tudo isso! Tudo se explica porque quem se aposenta hoje aos 35 anos com salário exorbitante não vai votar em redução de privilégios. Legisladores e juízes, os maiores detentores dessas prerrogativas que lhes atribuem o direito de se sentirem deuses, dão-se as mãos e esquecem as necessidades de um país inteiro.

Governos passados que a Providência Divina há de intervir para que jamais voltem ao poder “molhavam as mãos” de todos os que se opunham aos seus propósitos. Foi assim que aprovaram a Lei do Desarmamento, foi assim que ficaram surdos-mudos, com todas as mazelas no BNDS, Petrobras, INSS e Caixa Econômica, entre outros órgãos que a “Lava Jato” ainda vai arregaçar.

O país estava sendo gradativamente preparado para adotar um sistema de governo que não deu certo em Cuba, Venezuela e Coréia do Norte e em qualquer lugar do mundo onde fosse implantado.

Como o Brasil é por si só muito especial, o projeto tenebroso de levar o país ao comunismo não poderia ser através do sangue como o ocorrido em todos os países onde os vermelhos tomaram o poder e executaram milhões de pessoas. A estratégia de dominação precisava ser através do escambo, da propina, ou seja, da mais desenfreada corrupção possível e imaginada. Comprar as consciências dos que a bem da verdade não presavam, nem presam muito por elas.

Não foi muito difícil formar um legislativo no cabresto, tanto na Câmara quanto no Senado. Conseguiram através de privilégios indicar uma casta de legisladores no Supremo, na mais pura condição de Deuses do Olimpo. Gastaram dinheiro, e ainda gastam, dilapidaram os recursos do país, construíram com dinheiro nosso, obras monumentais no estrangeiro como se a miséria estivesse erradicada no país.

O esforço dos “intelectuais” beneficiados com altos salários foi suficiente para nas universidades federais alunos medíocres aceitarem uma ideologia sem noção da realidade.

Tudo isso somado ao prestígio de seus ídolos “artistas”, que mesmo recebendo milhões da Lei Roanet, cobram entradas caríssimas de um povo que afirma em prosa e verso que o estão defendendo.

Foram então os passos decisivos para colocar o povo nas ruas onde as massas de manobras alimentadas com mortadela e ki-suco seguirem apaixonadas por um ideal que nem precisavam conhecer para seguir.

Apenas a título de referência, quando no passado, o então presidente Jânio Quadros condecorou Che Guevara, um assassino revolucionário com a mais nobre das comendas concedidas a um cidadão, começou a formatação de uma ideologia que pretendia dominar o Brasil.

Oscar Niemeyer por sua vez, quando edificou no Planalto Central a escultura de uma foice e martelo no coração de Brasília, que no meu entendimento já deveria ter sido colocada do chão há muito tempo, despertou o Exército Brasileiro não para um golpe militar como os comunistas definiram, mas sim para uma intervenção militar necessária e urgente para salvar o Brasil.

Anos mais tarde culminou nas famosas “diretas já” e na devolução ao país do estado de direito. Infelizmente, pela morte de Tancredo o país caiu nas mãos de José Sarney cuja referência mais significativa é o fato incontestável de que na égide de seu comando o Maranhão só conheceu miséria.

O restante da história todos vocês conhecem. Uns não acreditam e conseguem defender o indefensável. Outros tiveram que eleger o que de fato não queriam no poder, mas enfim, estamos vivendo o samba do crioulo doido, completamente fora da temporada de carnaval.


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