Comissão de Agricultura discute potencial e demandas da sojicultura do Oeste da Bahia

Problemas na tributação, limitação de energia, burocracia ambiental e trabalhista, e segurança pública em relação a divisa com outros estados, foram elencados no encontro.


Através de uma audiência pública realizada na manhã dessa terça-feira (20), a Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa abriu espaço para que produtores rurais do Oeste do Estado pudessem apresentar os resultados da sojicultura baiana, bem como o potencial e as demandas do setor. Presidente do colegiado e proponente do encontro, a deputada Jusmari Oliveira (PSD) destacou a relevância econômica da cultura da soja na Bahia, e a necessidade de um maior apoio da administração pública para o desenvolvimento agrícola.

“A soja é uma mola propulsora da economia. Ela, embora seja produzida principalmente no Oeste, impacta positivamente toda a Bahia. Por isso, estamos realizando esta audiência pública: para refletir sobre a importância da sojicultura baiana, que faz uma grande diferença no nosso Estado. Este é um setor que, no final da década de 70, seguindo a orientação da Embrapa de que o solo do cerrado brasileiro poderia produzir grãos, como arroz e soja, começou efetivamente a produção na base do ensaio e erro, hoje proporciona desenvolvimento à Bahia e caminha com os esforços dos próprios produtores”, disse.

Conforme disse o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Oziel Oliveira (PDT), a cadeia produtiva da soja é um vetor de progresso para milhares de famílias. “Traz impactos positivos na indústria, serviços, e no campo, resultando na geração de empregos dignos. O setor de transportes também é beneficiado. Para nós, a soja não é apenas um produto para exportação, é um instrumento de desenvolvimento para as pessoas que moram nos municípios produtores”, afirmou.

Problemas na tributação, limitação de energia, burocracia ambiental e trabalhista, e segurança pública em relação a divisa com outros estados, também foram elencados no encontro. A logística foi alvo de críticas por parte dos produtores rurais. Eles destacaram a necessidade de aumentar a exportação, porém afirmaram ter dificuldade para o escoar a produção. “Nós temos que vender para fora, pois é onde estão nossos principais compradores. Vendemos comida para o mundo, e isso gera dinheiro para o Estado. Tem sido difícil escoar a produção pelas poucas alternativas. O Porto de Aratu, por exemplo, está adormecido. Ele é fundamental como ponto de exportação, mas não consegue dar conta da produção”, explicou o diretor do Sindicato Rural de Barreiras, Moisés Schmidt.

Ascom deputada Jusmari Oliveira (PSD)


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