Ficção ou real? O prefeito mais corrupto da história da Bahia

Em março de 2021, o Jornal Gazeta do Oeste na edição 788, publicou uma matéria do Jornalista Jayme Modesto, com o Titulo: “O fim melancólico de uma gestão desastrosa”.

E citava! Dois Títulos que ninguém gostaria de receber, todavia se encaixam como luva na Gestão do Senhor Dede Alves, o pior prefeito e o mais corrupto da historia.

A corrupção é um tema bastante frequente nas manchetes dos jornais e TVs no Brasil. Diversos figurões ligados à política cometeram várias infrações e se meteram em grandes escândalos de corrupção, mas assumir a gestão de um município e passar quatro anos saqueando o erário e sem nenhuma ação efetiva em beneficio da comunidade, isso é mérito para poucos, tem que ter o DNA Dede Alves e ser acometido da síndrome da desonestidade.

Para elucidar, vamos relembrar a matéria da edição nº 788.  

O fim melancólico de uma gestão desastrosa

Buritirama completará 36 anos no dia 09 de maio, por muitos anos o município foi considerado destaque por ter uma das melhores gestões do estado, pela competência, seriedade, comprometimento e responsabilidade na condução dos recursos públicos. Gestões que marcaram a história e mudaram os destinos do antigo povoado de Buriti dos Viana, o que obviamente refletiu positivamente tornando-se referência quando o assunto era administração municipal.

Em 2016 este progresso pujante e transformador foi interrompido com a eleição do senhor Judisnei Alves, conhecido por Dede Alves. Após quatro anos de sua gestão desastrosa o município encontra-se na UTI, em estado de insolvência total. Dede, alcunho que o identifica, hoje ostenta dois títulos que ninguém gostaria de tê-los, todavia se encaixam como luva na sua rápida e melancólica passagem pela administração de Buritirama, “caloteiro e o pior prefeito da história”.

A sua abençoada canalhice, preciosa para ele que a praticou, mais preciosa ainda para os seus comparsas que dela se serviram, ceifou a esperança de milhares de buritiramenses e o que é pior, ainda há quem não compreenda que um ato administrativo deve ser isento de lucro pessoal.

Os crimes contra o erário foram cometidos de forma permanente e sistemática ao longo dos quatro anos de seu mandato, verificando-se contratações e licitações fraudulentas recebimento de propinas nos mais variados setores da administração, saques vultosos sem comprovação fiscal, transferências de altos valores de contas vinculadas para conta movimento e saques desse valor total, em seguida. As tratativas espúrias e criminosas com o dinheiro do povo aconteciam nas noitadas em casas noturnas de cidades do Piauí, Barreiras, Xique-Xique, entre outras.

Este voraz apetite pelo dinheiro público não poupava gastos com noitadas glamorosas, o pagamento como sempre seguia o seu instinto caloteiro, com cheques sem fundos, vários deles emitidos com valores exorbitantes de R$ 20.000,00 a R$ 25.000,00. Esses cheques voadores foram parar nas mãos de advogados para que os empresários dos estabelecimentos onde foram emitidos, pudessem ser ressarcidos dos prejuízos.

Ao assumir o seu sexto mandato de prefeito em janeiro deste ano, o administrador de empresas Arival Marques Viana, encontrou o município em um verdadeiro caos na administração pública.

Em tom de desabafo, Arival Viana admitiu que está com muitas dificuldades nesse início de governo e que muitas dívidas precisam ser negociadas, para que a cidade alcance novamente um equilíbrio financeiro e a administração municipal possa honrar com seus compromissos, atender a população nas necessidades básicas e realizar investimentos no município.

“Eu diria sem medo de errar que é a pior herança encontrada por um gestor e que a gestão anterior foi caótica em todos os sentidos. Encontrei o município de Buritirama falido e sucateado, só dívidas e nenhum recurso financeiro. As imagens falam mais do que eu posso expressar”, disse o prefeito Arival Viana que afirmou não ter ocorrido se quer a transição de governo.

“Não houve transição, nem recebemos o inventário patrimonial, até hoje o ano contábil da gestão passada está em aberto, só recebemos a poucos dias o mês de outubro. Novembro e dezembro não foram entregues. Sem fechar a contabilidade não podemos migrar os saldos do ano, saber o que tem empenhado. Já estamos perdendo recursos por falta de informações, os HD’s foram formatados e 36 notebooks que ainda não estavam pagos desapareceram. Não temos nem como informar aos órgãos do governo”.

De acordo com o atual prefeito, o ex-prefeito Dede Alves perdeu o censo de responsabilidade e o resultado disso é um montante de aproximadamente 20 milhões em dívidas e mais de 60 processos de dívidas executadas. Servidores públicos municipais com vários meses de salários atrasados e o pagamento do 13º salário – alguns deles em um ato de desespero levaram bens para garantir o pagamento de seus proventos e agora estão devolvendo.

Além disso, a população buritiramense está totalmente desassistida de seus direitos básicos na saúde, educação, assistência social e sem melhorias e investimentos em projetos de relevância. É uma situação vergonhosa e inédita na história das administrações públicas, a Câmara de Vereadores executar judicialmente o Poder Executivo Municipal por falta de pagamento do Duodécimo, só em Buritirama na gestão do ex-prefeito Dede Alves.

Desde que iniciou o mandato, a nova gestão trabalha na realização de um levantamento de dados que demonstra a roubalheira do ex-prefeito. Arival Viana admite que apesar do cenário de destruição deixado pelo ex-prefeito Dede Alves, vai lutar junto com sua equipe para minimizar o impacto no atendimento a população que não tem culpa da irresponsabilidade do ex-gestor.

Até o momento muitas situações já foram identificadas e estão sendo listadas em um relatório com os principais crimes de improbidades cometidos. No caso de algumas questões já comprovadas, o Ministério Público já foi acionando. A seguir pontuamos alguns fatos relatados pelo atual prefeito, Arial Viana, que ressaltou não ter medo, pois “ameaça sempre tem, mas as denúncias devem ser sempre feitas”.

Confira:

– Construção do posto de saúde do povoado de Bom Sossego, com Emenda Parlamentar no valor de R$ 663.000,00, a obra foi iniciada e abandonada, o dinheiro sumiu;

– Recursos Federais destinados à saúde, como o do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ, não foram aplicados. O município recebeu R$ 1.768,000,00 para o combate ao Coronavírus, mas o Centro de Atendimento estava fechado e a equipe com salários atrasados. Não foi possível fazer aditivo de contratos, todos os prestadores estavam sem receber. Além de não adquirir nem um respirador, o único que existe está quebrado;

 Transação ilegal na conta bancária chamada Farmácia Básica gerando uma dívida de R$570.000,00. A conta existe há muitos anos e é alimentada pelo Governo Federal com 50% do valor destinado a compra de medicamentos da Atenção Básica como os destinados ao tratamento de pressão alta e diabetes. O município é responsável por mais 25% e o estado outros 25%, mensalmente, mas o estado não entra com dinheiro na conta, ele compra os medicamentos e a prefeitura de três em três meses retira na Secretaria de Saúde do Estado, e deve fazer relatórios para alimentar o sistema com a nota fiscal. O ex-prefeito parou de depositar os 25% na conta Farmácia Básica, o que gerou a dívida atual, assim como gastou menos com remédios o que recebeu da União. Durante muito tempo o município sobrevive dos medicamentos que vinham do estado, ou seja, passou a faltar tudo;

– Na saúde só alguma ambulâncias estavam funcionando em péssimo estado de conservação. Unidades de saúde fechadas, indicadores de saúde no vermelho, SAMU sem funcionar, hospital fechado e sem médicos, equipamentos hospitalares quebrados, laboratório fechado, acúmulo de resíduo hospitalar devido à dívida de nove meses com a empresa que faz a coleta;

– O atendimento feito pelo Programa Estadual de Tratamento Fora do Domicílio – TFD foi cortado, os carros estão todos sucateados;

– Os poucos recapeamentos asfálticos que foram feitos através de Emendas Parlamentares já estão todos danificados;

– Dívida de R$ 80.000,00 com as empresas de ônibus referente a passagens para pacientes de Buritirama que fazem tratamento em Salvador. A van utilizada para levar os pacientes capotou no final do mandato passado e não tem recuperação porque não estava no seguro. Pra mandar uma pessoa pra Salvador a prefeitura tem que liberar uma ambulância para levar;

– Frota de veículos totalmente destruída, os carros estão sendo levados para Barreiras em cima de caminhão, alguns não poderão ser recuperados – carros novos que não foram colocados no seguro;

– O ex-prefeito Dede Alves adquiriu noves veículos através de uma doação da Justiça Federal do Ceará, para a prefeitura de Buritirama, em bom estado de conservação que serviam muito para os atendimentos de saúde, como levar as pessoas ao médico e para vacinar. Só foram encontrados dois veículos, um que está na sede do município encostado sem bateria e o outro foi achado em uma oficina em Barreiras. O pessoal da oficina ligou pra avisar que foi deixado lá e que o valor do concerto (R$9.000), não havia sido pago, a divida foi negociada no valor de R$8.000 e o carro foi resgatado pela nova gestão  os outros sete veículos sumiram;

– Dívida no valor de R$ 123.000, 00, referente a 30 pneus para ônibus, 10 baterias, além dos pneus para ônibus e caminhonete, comprados em novembro/2020. Carregaram tudo;

– Dívida trabalhista no valor de R$ 740.000, 00, ainda faltam duas parcelas das quais começaram a ser descontadas em dezembro/2020, pegando 6% do FPM. A prefeitura não mandou um advogado para a audiência e correu a revelia;

– Execução judicial por falta de pagamento do duodécimo à Câmara Municipal de Vereadores, durante todo o ano de 2020. Também não foi pago INSS e PASEP dos funcionários. No dia 10 de cada mês é descontado da conta da prefeitura o valor de R$ 805.000,00, referente a essas dívidas;

– A dívida de INSS da prefeitura é em torno de 12 milhões;

– Pendências referentes a consignados na Caixa Econômica, Bradesco e Banco do Brasil. Na Caixa Econômica o valor é em torno de 2 milhões, no Bradesco e BB, em torno de 1 milhão. Dinheiro esse descontado de funcionários e não recolhido crime de apropriação indébita;

– Contas da Coelba do ano passado sem pagamento, os registros são apenas até março/2020. Ausência de um contrato de iluminação pública, o mesmo venceu no início do ano passado e a Coelba Barreiras/gestor regional não conseguiu renovar, pegar a assinatura do prefeito. As dívidas foram se acumulando e a tendência era cortar a iluminação pública não só pela ausência de pagamento, mas também pela ausência do contrato de iluminação pública. A dívida acumulada da Coelba, por ser serviço essencial e por estarmos vivendo por conta da pandemia no momento de situação de emergência não poderia cortar, mas a ausência do contrato dava direito a suspender o fornecimento da iluminação pública. A dívida já foi negociada pelo atual prefeito, que precisou pagar R$100.000,00 de entrada e parcelar o restante em dez meses. A previsão é quitar a dívida até o final do ano, com o pagamento de parcela da R$60.000;

– Saqueou da conta todo o dinheiro de novembro e dezembro, o montante de 10 milhões e 200

De lá para cá, inúmeros novos (pepinos) do ex-prefeito Dede continuaram surgindo, inviabilizando totalmente a nova gestão.

Para aqueles que ainda tinham alguma duvida, de que a cada dia surgiria  uma nova surpresa desagradável deixada pelo Ex-prefeito! Vejam aí, mais esta! Um cheque da Prefeitura no valor de 240 mil, emitido por ele e o cunhado Tesoureiro na época, devolvido pelo Bradesco (conta arrecadação) por insuficiência de fundos, depositado na conta de uma Lanchonete, ao que parece em São Paulo, no início do ano 2020. Pelo valor deve ter comprado a própria Lanchonete Espanha! Absurdo!.

Essa é a marca da desonestidade e desrespeito com a coisa pública, deixada pelo ex-prefeito Dede Alves.


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