“Nosso Leite, Nossa Renda” une produtores rurais, laticínio, poder público e universidade em Serra Dourada

Mais de 200 produtores rurais, estudantes e técnicos, bem como representantes de laticínio, poder executivo e legislativo participaram do seminário

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A palestra apresentou os principais pontos na área de administração rural, alimentação do gado, melhoramento genético, adequação de instalações, manejo reprodutivo, os cuidados com a saúde do rebanho e os procedimentos de higiene de ordenha (Fotos Jayme Modesto)

Ascom Serra Dourada

Criado pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em 2015, o projeto “Nosso Leite, Nossa Renda” utiliza o desenvolvimento da pecuária leiteira como forma mais viável para geração de renda distribuída no campo. Para apresentar o projeto para a sociedade de Serra Dourada, o professor Danilo Gusmão, intitulado de “o agrônomo do povo” graças ao seu envolvimento e inúmeros projetos com agricultura familiar, conseguiu unir em um só interesse, mais de 200 produtores rurais, estudantes e técnicos, bem como representantes do laticínio Ki-Sabor, poder executivo e legislativo. O evento foi realizado na Escola Antônio Carlos Magalhães, no dia 21 de maio.

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A palestra que durou mais de duas horas apresentou os principais pontos na área de administração rural, alimentação do gado leiteiro, melhoramento genético, adequação de instalações, manejo reprodutivo, os cuidados com a saúde do rebanho e os procedimentos de higiene de ordenha.

Segundo o produtor Manoel Messias, a implementação de diferentes, mas simples, práticas de manejo e administração trazem grandes benefícios ao negócio principal da família, que é a produção de leite. Outros produtores falaram da importância da reserva de forragem para alimentar o gado durante a seca, bem como a orientação técnica, como valor para quem trabalha todo dia na atividade leiteira.

Serra Dourada é conhecida como a capital do leite do Oeste baiano, haja vista o número de produtores e o volume de leite captado diariamente. Segundo Gusmão, a implantação de um projeto como esse, que leva orientação, assistência técnica, capacitação e difusão de tecnologia, é altamente justificável.

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O Laticínio Ki-Sabor, o maior da região Oeste da Bahia, em Serra Dourada são mais de 600 produtores, que juntos produzem cerca de 17 mil litros de leite por dia. “São muitos produtores com pequena escala de produção, para os quais o projeto será direcionado, promovendo uma transformação social baseada no trabalho de cada família”, destacou o secretário de agricultura do município, Renato Lêdo.

Apesar da adesão dos produtores rurais e do apoio do laticínio e da UNEB, o projeto agora passará pela aprovação da Câmara de Vereadores, para se transformar em política pública. Para Jeová Júnior, presidente da Câmara Municipal de Vereadores, o projeto “Nosso Leite, Nossa Renda”, tem tudo para se tornar um divisor de águas no município, pois atua na geração de renda, no combate à fome e a pobreza.

DSCN4831Uma vez aprovado, o projeto receberá recursos públicos municipais e dos parceiros da iniciativa privada para prover aos produtores a assistência técnica e a capacitação necessária para alavancar a atividade leiteira de maneira constante e com qualidade, eficiência produtiva e rentabilidade.

Na prática a equipe comandada pelo Professor Gusmão vai ter agentes multiplicadores (técnicos locais, produtores-chave e estudantes) em unidades demonstrativas montadas em cada comunidade. “A partir daí, cada vez mais a forma mais adequada de criação do gado e administração da fazenda vai se multiplicar entre os próprios produtores”, destacou Gusmão.

Para o prefeito Milton Frota, esse projeto irá transformar a realidade de Serra Dourada. “Esse projeto irá triplicar a renda familiar em um curto espaço de tempo. O dinheiro recebido circula diariamente, aquecendo o comércio local”, ressaltou Milton.

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