Prefeito critica redução do traçado da FIOL e garante protesto de paralisação em Barreiras

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O TCU sugere a conclusão apenas do trecho entre Ilhéus e Caetité finalizando o trecho 1 a 4, deixando o trecho Barreiras, São Desidério e Luís Eduardo fora do traçado da ferrovia

Dircom

A notícia da recomendação do Tribunal de Contas da União- TCU, propondo a avaliação de redução do traçado original da FIOL causou estranheza e indignação ao prefeito Antonio Henrique. O governador do estado da Bahia, Rui Costa, esteve em Brasília no início da semana, para tratar pessoalmente sobre esse assunto na Casa Civil.

O TCU sugere a conclusão apenas do trecho entre Ilhéus e Caetité finalizando o trecho 1 a 4, deixando o trecho Barreiras, São Desidério e Luís Eduardo fora do traçado da ferrovia, prejudicando diretamente todo escoamento da produção de algodão e grãos do cerrado baiano para o porto de Ilhéus e para o mundo.

Pelo cronograma original, o trecho entre Ilhéus e Caetité estaria em operação até janeiro de 2013. Em janeiro de 2014, estava prevista as obras até a região de Barreiras e, finalmente, até Figueirópolis (TO) em janeiro de 2015.

O chefe da Casa Civil do governo do Estado, Bruno Dauster, afirmou que a recomendação do tribunal foi baseada em um “equívoco de interpretação”.  “Claro que existe um atraso significativo, mas nada indica que o projeto da FIOL e do Porto Sul não tenha a sua plena viabilidade garantida”, disse o secretário.

FIOL

Prefeito Antonio Henrique

O prefeito Antonio Henrique disse que estará empenhado na manutenção do traçado original e continuidade das obras da ferrovia, afirmou ainda que conclamará toda sociedade civil organizada, a esfera política, empresários, produtores, entidades representativas e população dos municípios prejudicados, para cobrar um posicionamento do Governo Federal e da VALEC sobre a obra.

“Vamos parar Barreiras. Convidaremos todos os municípios do Oeste para abraçarem a causa da FIOL, porque lutamos desde o início para incluir Barreiras, São Desidério e Luís Eduardo Magalhães na rota da ferrovia, e agora recebemos esta notícia bomba, de um Tribunal de Contas, que a obra será paralisada e que estamos fora. Isso é inadmissível, somos uma região produtora de grãos, frutas e pecuária, e a ferrovia é uma grande alternativa para baratear os custos com escoamento. Vamos lutar juntos pela ferrovia,” garantiu o prefeito.

Ainda de acordo com prefeito de Barreiras, a região está integrada a grande fronteira agrícola do MATOPIBA que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, declarada pelo Governo Federal com uma das regiões mais produtivas do país e com largo potencial para o desenvolvimento integrado, portanto a logística é o principal desafio para impulsionar este processo. “É lamentável e inaceitável esta notícia, estamos prontos para a luta”, finalizou o prefeito.


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