Prefeito de Catolândia faz balanço do mandato e projeção para 2016

Pimentel concebeu entrevista exclusiva para o Jornal Gazeta do Oeste. Para o político, o município avançou muito, mas ainda tem muito a ser melhorado

Prefeito de Catolândia, Gilvan Pimentel

Prefeito de Catolândia Gilvan Pimentel, fez um balanço dos primeiros anos de governo e comentou sobre as prioridades até o fim do mandato (Foto: Jayme Modesto)

Jayme Modesto

O prefeito de Catolândia, Gilvan Pimentel, fez um balanço dos primeiros anos de governo e comentou sobre as prioridades até o fim do mandato, em 2016. A entrevista foi concedida ao Jornal Gazeta do Oeste no dia 15 de dezembro, em seu gabinete, na sede do poder executivo. Faltando apenas um ano para concluir o mandato, ele acredita que o município avançou muito nestes três anos de seu mandato, mas que ainda tem muito a ser feito. Pimentel lembrou que é preciso saber fazer uma leitura correta do que ocorreu e está ocorrendo no município de Catolândia.

Para o prefeito, um governante tem de ser transparente e preocupado com o bem estar da população, com o compromisso do dinheiro público e, acima de tudo, com o município. Ao longo desses três anos de gestão, para o prefeito foi um aprendizado constante, com muitos sonhos da população realizados. “Apesar das dificuldades encontradas ao longo desses 36 meses de mandato, é possível perceber os avanços com a aplicação de recursos em todas as áreas do município e terminar 2015 com um saldo positivo, é uma demonstração de compromisso e seriedade com o dinheiro público. Fiz o máximo que pude, mas falta muito para Catolândia acompanhar os municípios vizinhos, e em apenas um mandato é impossível fazer tudo o que almejamos. Avançamos nas áreas de infraestrutura, saúde e educação, pois tivemos que priorizar estes três espaços”, disse o prefeito.

Como o senhor encontrou o município de Catolândia, assim que assumiu o governo em 2013? 

Quando assumimos o município ele estava falido, endividado, maquinário sem possibilidade de funcionar. Só para o INSS a dívida estava em 3,3 milhões, ao PASEP 198 mil, para a Embasa 43 mil, Coelba 36 mil. Na educação a dívida era de 308 mil, esse valor eu parcelei em 5 vezes e quitei. Não tinha um carro para transportar os alunos; os ônibus todos sucateados, a secretaria de Educação não tinha um carro disponível. Na área da saúde não foi diferente, as ambulâncias todas sucateadas, na infraestrutura totalmente em cima do “toco”, os carros velhos e abandonados. Tivemos que
parcelar as dívidas, e ainda estamos pagando os parcelamentos. Na infraestrutura, tive que recuperar os prédios públicos do município, como as escolas, creches, posto de saúde, os prédios da Prefeitura e do CRAS.

Apesar dos problemas, o que foi possível fazer nestes três anos de mandato?

Desde o início a nossa visão era buscar o equilíbrio financeiro para conseguir manter em dia a folha de pagamento e o custeio da administração. Alinhamos as principais prioridades da nossa administração neste primeiro momento, sendo as áreas da saúde, infraestrutura e educação. Construímos uma sede para o Conselho Tutelar; recuperamos as estradas vicinais que eram intransitáveis; fizemos 18 postos artesianos, foram mais de 40 mil metros de cano, mais de 20 caixas d’água; adquirimos com recursos próprios do município um carro para atender a secretária de Educação, um furgão, outro veículo novo para a secretária de Saúde; recuperamos os postos médicos com equipamentos novos; construímos um PSF no município, agora temos dois, um na sede e outro no Mozondó que atende Capivara e Assentamento. Colocamos iluminação pública nas comunidades de João Rodrigues, Buqueirão, Sítio da Barriguda, Barriguda, Lagoinha, Boa Vista; colocamos portões nos cemitérios da cidade; fizemos praças, um colégio no Sítio da Barriguda; asfaltamos todo o povoado do Mozondó; construímos uma ponte que liga Capivara a Malhada Grande (município de Baianópolis), através da Associação Pilacar. São obras de infraestrutura com intuito de atrair investimento para o município.

O governo municipal tem contado com o apoio do governo do estado e federal para conseguir investimentos?

Temos buscado apoio das outras esferas de governo sim, pois são muitas as nossas demandas. Com essas parcerias, o nosso município adquiriu uma patrola, uma caçamba, duas retroescavadeiras, dois ônibus, uma van toda equipada com consultório odontológico, uma ambulância, uma viatura da Polícia Militar todos novos. Recebemos do governo federal a revitalização dos córregos da Boa Sorte (que vem de Cristópolis e Baianópolis desce no assentamento e vai para Barreiras). Fizemos 22 km de cerca, 368 barragens com mais de 365 lombadas e revitalizamos esse córrego, estamos
agora tentando recuperar essa nascente. Essa obra custou para o governo federal mais de 800 mil. Hoje Catolândia conta também com um Plano de Saneamento Básico do município, que custou 550 mil reais, a nossa administração conseguiu com o governo federal através do Programa Peixe Vivo.

E com relação a arrecadação municipal de Catolândia e sobre os limites territoriais?

Em questão territorial, Catolândia é maior que Salvador que é a capital da Bahia e tem a menor população do estado, ou seja, uma população mal distribuída, hoje tem 3.824 habitantes. Quando assumi a administração pública do município tinha cerca de 2.600 pelo IBGE, recuperamos os três povoados: João Rodrigues, Tiririca e Arião e o posto do trevo de Baianópolis que hoje faz parte de Catolândia. Recuperamos os limites territoriais, fizemos um projeto com uma empresa contratada para fechar o município em questão de tributos, porque o pouco que tinha estava indo para cidades vizinhas. Estamos fechando também para que a cidade comece a arrecadar, pois o município precisa ter receita, porque encontramos somente despesas, e não tinha como fazer o município andar. Estamos trabalhando a questão de tributos, hoje o morador é quem paga iluminação pública, o que antes era uma obrigação da Prefeitura. Estamos fazendo uma administração voltada para o desenvolvimento, porque Catolândia é vizinho do município com o maior PIB do Brasil que é São Desidério, vizinho da maior cidade do Oeste que é Barreiras e, Catolândia parecia uma cidade abandonada e de um povo que não tinha esperança de nada, onde o povo nascia e tinha que se mudar para Barreiras ou São Desidério ou outras cidades.

Como filho dessa terra, o senhor tem conseguido realizar o que tinha vontade?

Satisfeito por completo ainda não estou, ainda mais com um município pequeno como o nosso com muitas carências. Estamos dando o máximo, mas Catolândia depende de muita coisa para andar e acompanhar os municípios vizinhos, pois o nosso município ficou muito tempo paralisado. A minha sorte é que antes de assumir o cargo de prefeito fui vereador por um mandato e em
seguida vice-prefeito por dois mandatos. Nesse período aprendi muito, com os erros e acertos dos outros. Aprendi a similar o que era bom e o que era ruim, se fosse para começar do zero não conseguiria fazer o que fiz sem as experiências que tive. A vontade de trabalhar pelo meu município era tanta que me esqueci de mim e da minha família, amigos e aliados. Talvez tenha sido injusto com alguém que ajudou a me eleger ou eleitor, mais tenho consciência que até aquelas pessoas que ficaram insatisfeitas, hoje dizem ter orgulho em ter ajudado a eleger um prefeito determinado e que buscou o melhor para o município, tenho certeza disso.

Como é o seu relacionamento com os representantes do poder legislativo?

Graças a Deus temos um relacionamento muito bom. São seis vereadores na Câmara que fazem parte do nosso governo, mas a oposição também não atrapalha e não ofende, até porque não tem o que falar do nosso trabalho, e se errarmos e alguém falar, podem ter certeza que iremos procurar uma maneira de corrigir o erro, minha intenção é acertar sempre. Procuro ser um gestor com
pensamento de futuro, sou contra picuinhas política, acredito que Catolândia está acima dos nossos interesses políticos, o município precisa desenvolver e precisamos buscar pessoas com ideias produtivas e não pessoas atrasadas.

Pretende disputar a reeleição?

Irei para a reeleição com os pés no chão, com a certeza de que o nosso povo reconhece o que eu fiz pelo município. Coloco meu nome mais uma vez a disposição da população pois quero que Catolândia seja uma cidade promissora, que nossos netos tenham condições de morar aqui, com a geração de empregos e renda. Uma cidade que só sobrevive do FPM do governo federal, dos aposentados e do Bolsa Família precisa de desenvolver. O nosso intuito é atrair mais investidores, iremos trabalhar em buscar do asfalto que liga Barreiras a Catolândia, a cidade não é mais isolada, precisamos urgentemente ligar Catolândia a Bizerro, Mantiqueira, Cinturão Verde, municípios estes que abastecem Barreiras com verduras.

Qual a mensagem de final de ano que você deixa para a população de Catolândia?

Deixo a mensagem de esperança. Que 2016 seja um ano de realizações e que Catolândia seja uma cidade realmente promissora e que o nosso povo tenha orgulho em ser catolândiano, que voltem as nossas origens e que seja uma cidade da nossa juventude, do povo da terceira idade, enfim, uma cidade de esperança para todos nós. Feliz Natal e um ano novo repleto de saúde e paz!


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