Prefeitos fecham a Marcha a Brasília, segundo Eures, com algumas vitórias

No dia 22, dos 39 deputados federais baianos, além de dois senadores, reuniram-se num jantar no antigo Porcão com 376 dos 417 prefeitos baianos que estão lá

Levi Vasconcelos Bahia Ba
Prefeitos sempre se queixaram que os municípios vivem de cuia na mão, eternamente dependentes das sobras que resvalam do governo federal e alguns dizem que está cada dia pior, com mais obrigações e menos dinheiro. A Marcha a Brasília, que encerra hoje a sua XXI edição, é uma tentativa de dar um abatimento no suplício.

No atacado, as perdas com a crise na sua principal fonte de receita, o FPM, vai a 20%, um baque para a grande maioria. Eures Ribeiro (PSD), prefeito de Bom Jesus da Lapa e presidente da UPB, avalia o resultado como positivo:

— É a hora que os prefeitos tem para dar visibilidade ao Congresso suas pautas.

Nesta terça-feira, 22 dos 39 deputados federais baianos, além de dois senadores, reuniram-se num jantar no antigo Porcão com 376 dos 417 prefeitos baianos que estão lá.

O sonho continua

Diz Eures que os municípios têm longa pauta, a principal delas, a que reivindica a liberação de R$ 50 bilhões dos royalties da Petrobras, retidos pelo governo central.

— A Marcha produz efeitos, sim. Hoje mesmo a Câmara vai votar uma Lei Complementar sobre o ISS. É isso mesmo, vamos vivendo de pequenas vitórias.

A grande pedida dos municipalistas é a revisão do Pacto Federativo, colocando mais dinheiro nas mãos dos municípios e tirando do poder central, mas aí fica na área dos sonhos. Afinal, deputado federal gosta de ver prefeitos procurando-os para pedir . Vivem disso.


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