Reforma da Casa da Cultura causa indignação em moradores

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Araticum

O Centro Cultural Rivelino Carvalho, instalado na Praça Landulpho Alves, chama atenção por sua fachada em mármore e pequenas pastilhas azuladas. Atualmente o prédio está passando por uma reforma, que está causando indignação de algumas partes da sociedade, que se reuniram nesta quarta-feira (15) para buscar meios de impedir que a fachada do prédio seja totalmente modificada.

“Uma obra deste porte sem respeito ao projeto arquitetônico original e sem a consulta da população é um absurdo. O que precisa ser concluída rapidamente é a parte interna do prédio para que possa abrigar novamente os espetáculos e eventos da nossa cidade. A fachada está pronta e não tem razão de ser mexida. Este dinheiro poderia ser revertido em outras melhorias no prédio e até mesmo em nossa cidade”, falou o comerciante Carlos Costa.

IMG_6037A presidente da Associação dos Arquitetos e Designer de Interiores de Barreiras, Andrea Rocha, ficou surpresa ao ver no site da Prefeitura a foto de como ficará o novo Centro. “É uma questão de lógica, e não há lógica em mudar a fachada. O que pretendemos é fazer uma carta ou conseguir uma reunião com o prefeito para saber como esse projeto foi feito. Dentro do centro não interessa o que façam, mas a fachada não é algo aceitável”, afirmou ela.

Moradora por muitos anos no Centro Histórico, Lélia Rocha, ficou indignada com a notícia de que a fachada do novo centro cultural seria revestida com material de alumínio. “A nossa intenção aqui é procurar respostas. Queremos saber o que é que está acontecendo para depois fazermos algum movimento contra isso. O Centro Histórico já está descaracterizado e esse tipo de obra o descaracteriza ainda mais. Estamos perdendo a nossa identidade”.

A reforma do Centro Cultural Rivelino Silva de Carvalho está orçada em R$ 643.499,94. Depois de anos fechado pela falta de condições físicas para abrigar os espetáculos e manifestações culturais locais, a Prefeitura Municipal de Barreiras informou que a obra seria iniciada em abril e ficaria pronta em julho, quando o prédio deveria ser entregue para ser utilizado por artistas locais e pela população.


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