SEM QUALIFICAÇÃO

 

Os jovens que entraram nas escolas a cerca de 20 anos atrás, estão almejando vagas no atual mercado de trabalho.

Apenas almejando e tentando ingressar nessa imensa seara competitiva, que hoje depende de maiores conhecimentos e de aptidões ainda mais complexas.

Um operador de máquinas da atualidade detém inúmeros outros conhecimentos que fazem da imagem do antigo tratorista ficar cada dia mais distante.

 O mercado de trabalho é brutal, a concorrência atual exige inúmeros conhecimentos que os postulantes de hoje não apenas desconhecem ou ignoram por completo.

 Basta informar que em Barreiras 60 vagas foram disponibilizadas e 300 candidatos inscritos foram totalmente considerados ineptos. É evidente o problema, de fácil conclusão, o Brasil carece de um ensino técnico mais  capacitado, que supra as reais necessidades do mercado de trabalho.

 Esses jovens são em sua imensa maioria os alunos que não conseguiram através de seus supostos estudos se tornarem estudantes. Ou seja, os cursos são teóricos, mas falta o essencial, a parte prática. De que adianta o pobre estudante conhecer uma máquina moderna só no papel?

Vítimas das estatísticas enganosas que decidiram que não poderiam nem deveriam ser reprovados. O dinheiro disponibilizado para as escolas técnicas é abundante. Falta, porém, mais empenho e uma competente estratégia dos encarregados de aplica-lo.

Hoje a realidade de um mundo mais competitivo e complexo os reprovou.

Essa realidade que classificou a educação brasileira muito próxima da Somália é, sem dúvida, fruto da desastrosa, criminosa e irresponsável atuação dos que idealizaram esses caóticos métodos de aprendizagem. Essa de sermos equiparados a um dos países mais pobres do mundo é uma vergonha.

Vocês conhecem os nomes desses ilustres enganadores agora conhecem a consequência de seus podres propósitos. O sistema S, Sesi, Senai e Senar, recebe rios de dinheiro para investir no ensino técnico, mas seguramente gastam à toa e o resultado é que nossos técnicos, por eles preparados, carecem de um preparo mais apurado, para então enfrentar a realidade em que vivemos.

 Estão chegando ao mercado de trabalho àqueles que sabem muito do que é inútil se saber. Mas, quase nada do que precisa conhecer para sobreviver no atual mercado de trabalho.

Itapuan Cunha

Editor 


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