Tribuna Popular: Marisa Lobo alerta sobre “ideologia de gênero”

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A psicóloga criticou na Tribuna Popular, a inclusão da ideologia de gênero (Fotos: Facebook Marisa Lobo)

Cheilla Gobi

A psicóloga Marisa Lobo, especialista em Direitos Humanos, criticou, na Tribuna Popular da sessão ordinária, da Câmara de Vereadores de Barreiras desta quarta-feira (01/06), a inclusão da ideologia de gênero no Plano Municipal de Educação (PME).

Em seu pronunciamento, Marisa mostrou-se descontente com a forma como o plano foi elaborado, ouvindo apenas uma minoria deixando de escutar principalmente os pais. Segundo sua avaliação, as bases da ideologia de gênero buscam a desconstrução social, religiosa e sexual. Marisa Lobo faz duras críticas à presença dessa ideologia e afirma que em países que foram “dominados” pela ideologia de gênero a família ter sofrido sérios prejuízos.

Para Marisa, discutir gênero dentro das escolas, debater as diferenças entre os homens e as mulheres, discutir respeito pelas diferenças, se faz necessário, já quanto “ideologia de gênero”, segundo ela é criar as crianças sem papeis sexuais definidos.

13344764_10209499473989874_1994019823131620174_n“Gênero tem que ser discutido na escola, – gênero quando é binário concordante com o sexo de nascimento, porém o que chamamos de “ideologia de gênero” é um conjunto de ideias que quer impor a toda a ciência, a toda à história da humanidade, a todo o senso crítico, que descarta a biologia, a genética, que descarta todos os pensamentos e se atenta apenas no conhecimento sociológico de uma militância, é o que estão querendo impor nas escolas do país e não podemos deixar isso acontecer”, explicou a psicóloga frisando ainda que a sociedade não pode deixar que os professores idiotizem, alienem, manipulem, doutrinem as crianças para fins políticos e ideológicos.

A vereadora Marileide Carvalho concordou com a palestrante quando ela fala que ideologia é alienação, indução, doutrinação. “Nós que passamos pelos bancos, principalmente da pedagogia sabemos o quanto isso é ruim. Concordo plenamente com o pensamento. Gênero, como a senhora mesma disse precisa ser discutido sim nas escolas. Concordo plenamente que não deva haver a ideologia como forma de doutrinação, de indução de pensamento tem que ser suprimida”, destacou a vereadora.

De acordo com os parlamentares, em Barreiras foi retirada do Plano Municipal de Educação a palavra “ideologia”, e ainda tem muito a ser reformulado no projeto. “Nossa preocupação tem sido a discussão com a academia para que seja retirado tudo que venha desmerecer o contexto familiar”, completou Marileide.

Protesto durante sessão

No plenário da Câmara, representantes contra e a favor a ideologia de gênero se manifestaram. Em sua página no facebook, a palestrante Marisa Lobo se despontou: “Professores usaram alunos para confeccionarem cartazes com palavras de ordem e ofensas a minha pessoa. Professores usaram seus alunos como massa de manobra, arregimentando seus alunos para suas causas pessoais. Eles são obrigados a serem a favor de ideologias de esquerda para contentar seus professores”.

Lançamento do livro: Ideologia de Gênero na Educação

Na visita a Barreiras, a psicóloga e especialista em Direitos Humanos Marisa Lobo aproveitou para lançar o seu livro: Ideologia de Gênero na Educação – Como esta doutrinação está sendo introduzida nas escolas e o que pode ser feito para proteger a criança e os pais.

Logo após o lançamento do livro, que ocorreu por volta das 15 horas, a Comissão de Direitos Humanos do CFP publicou uma nota contra a escritora, acerca de declarações que tratam das experiências de gênero e sexualidade das crianças. De acordo com a nota, a prática da Psicologia deve respeitar o imperativo da laicidade nos processos de produção de conhecimento. “A confusão entre ciência e religião torna o trabalho técnico-científico da Psicologia incongruente em seus próprios parâmetros de confiabilidade e de validade e com a ética profissional estabelecida”, afirma a nota.

Durante sua participação na Tribuna Popular, Marisa disse sentir-se perseguida. “Sinto-me refém desse Conselho de Psicologia, porque eles cerceiam o direito do cidadão. Quanto mais eles me repudiam, mais as pessoas me procuram, me buscam e o meu nome acaba ficando em evidência. Dizem que eu não tenho voz dentro da psicologia, mas muitos psicólogos e estudantes de psicologia têm me dado apoio”, disse.

Com intuito de debater com a sociedade barreirense sobre o assunto, será realizada no dia 09, na Câmara de Vereadores uma audiência pública.


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